Mont Blanc

Mont Blanc
Lisura

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Last Lost Least

Já passa da meia-noite, significa que este é o último (LAST) dia do ano...Irra, Urra... Até que enfim...
E doido para que chegue a meia-noite de novo, não que esteja virado para a festa, simplesmente (LEAST) para que o virar de página se dê...
Quase de certeza que não volto a escrever este ano, chega de vazio e de falta de cor (LOST), desejo sinceramente que algum fogo de artificio que se cruze com a minha noite, me incentive para a Luz e Cor do novo ano...
Queimo um cigarro e fecho o Livro de Branco em 2008.
Até para o ano : )

Happy new year


Leão Branco

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

SUL

... Rumo a ...









Leão Branco

(...)

.




Leão Branco

Ano a chegar ao fim

É verdade, contrariando todos os pensamentos que me assolaram nos últimos tempos, lá fui eu...
Entrei no corrupio desenfreado daqueles que passam simplesmente por passar, juntei-me a eles e lá fui, levado pela corrente de ansiedade desta época...
Desci pela rampa, a pé, contrariando todos aquelas que se aglomeravam entre a escada rolante e os elevadores, afinal, o tempo não pára, mas também não corre assim tão depressa que seja necessário acelerar o nosso passo rumo ao novo ano que aí vem...
Atento a todos os pormenores, reparo que os minutos continuam a ter 60 segundos e que esta hora que tenho para mim, continua a estar repleta de minutos que ao todo também teimam em ser 60, pelo que o meu ritmo sou eu que o defino e não a multidão.
Na verdade, pensava fazer algo diferente, quem sabe despido daquilo, que todos os anos e repetidamente nos leva ás lojas de roupa interior, procurando aquela peça intima azul, que depois nunca mais se volta a vestir, pois, raras são as vezes que ainda existe o nosso numero, ou um modelo que seja do nosso agrado...
Teimosamente insistimos em comprar, na esperança de que a sorte venha a envolver as nossas partes mais intimas em tons de azul.
Não era minha intenção fazê-lo, até pensei não envolver aquilo que de mais intimo tenho, num tecido qualquer em tom de azul, pensava até cruzar a meia noite, com umas boxer's cor de pele, que os meus Pais fizeram o favor de me oferecer no dia em que nasci, que insistem em estar sempre na moda, sem que a cor desapareça com as milhares de lavagens que tiveram e que com o passar dos anos teimam em adaptar-se a todas as alterações de crescimento, crescimento esse em todos os sentidos e direcções, como é óbvio...
Pensando em tudo isso e muito mais que para aqui não é chamado, lá resolvi não ser diferente, a muito custo, mas resolvi...
Calmamente percorri os corredores, com a certeza dos locais onde tal "adorno" de fim de ano existia, é que pela presença massiva de mulheres dá para perceber que é naquela direcção.
Resolvi, a medo entrar, penso que não há um único Homem que se sinta bem no meio de tanta tanga, fio, asa delta ou sei lá mais o quê, para não falar nos "soutien" ou "bras", ou sei lá como se escreve, camisolinhas e tantas rendinhas que um Homem até se assusta...
Afinal, eu não sou como todos os Homens, pensei para comigo e lá entrei de cabeça erguida e senhor da missão que ali me levava, claro que sentindo-me observado e aproveitando também para observar, não é todos os dias que se vai a uma concentração de mulheres, muito menos todas elas a anunciarem a roupa interior que apreciam e aquela que vão vestir no final do ano...
Conclusão das conclusões acerca da multidão feminina presente: Todas procuram algo diferente, mas acabam todas por optar por serem iguais ás demais.
A outra conclusão que tiro, é que o asa delta apesar de ser um "desporto" um tanto ou quanto arriscado, pensava eu, faz furor entre as mulheres e nesta época, de preferência com a "vela" azul : )
Depois de todo este meu lado observador, desta autêntica despedida de solteiras ás compras, resolvi virar-me então para aquele cantinho muito pequenino, que era nem mais, o motivo da minha presença naquele antro de "perversão", sim, é um cantinho mesmo muito pequenino e detestável, que falta de gosto têm os designer's (se é que se podem chamar assim), de roupa interior para Homens, ele é patinhos, cãozinhos... São tantos "inhos" que até incomoda ser Homem num local de culto como este para as mulheres.
AH!! Lá estavam no canto, mesmo no canto do cantinho, as tais, as que eu precisava, simplesmente pela cor, pois o resto nem comento...
Solicitei então o meu numero...
Claro, como se já não estivesse escrito nas estrelas, "não há".
PORRA...
É todos os anos a mesma M.....A...
Será que este fim de ano vou passar com eles apertados ou vou decidir que sejam largos?
Bem, pensando no sofrimento que foi com eles apertados nos últimos dois anos, quero os largos...
E lá vieram eles, largos, quer dizer, muito largos...
Mas não faz mal, afinal são azuis e diferentes dos dos outros anos, pode ser que com este azul dê mais sorte...
Fica aqui uma promessa, de mim para mim:
Ou arranjam algo decente do meu número para o ano que vem, ou eu uso aquelas boxer's de quando nasci, em ultimo caso vestirei Brancas, porque o Branco tem tudo a ver comigo : )


Leão Branco

Só para me lembrar

Agora que o ano está a terminar, não há melhor altura para deixar as marcas de 2008 no passado deste Livro em Branco, pois daqui para a frente irá encher-se de cores, de sons e BRILHO : )
Não, não vou esquecer outras palavras que escrevo a Bold...
Será um ano de ACREDITAR
Será um ano de PARTILHA
Será um ano de LUZ

(...)




Leão Branco

O Tempo Não Pára

Vídeo Fantástico ... Música Marcante





Leão Branco

Não há


(...)



Leão Branco

Mais Branco




Leão Branco

Branco




Leão Branco

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sem comentários




Leão Branco

Eu quero um Nókia N96 (ou será N95?)

Aqui estou eu de volta e para refilar, como diria alguém que escreve por aqui, sou um "refilono(a)"...
Quando iniciei esta colheita de pensamentos meus e brancos, a intenção não era colorir, seria sempre para ficar em branco, no entanto, com o passar dos dias, aliado a uma visão mais colorida da vida, resolvi que deixaria que o Branco se fosse acostumando à ideia de ser rodeado por diversas cores, cores essas que podiam ser imagens, músicas ou simplesmente um vazio colorido...
Mas aqui é que entra a parte do "refilono", claro que sabendo como eu sou e o que penso dele, por mais que lhe pedisse, o homem da barba Branca, não me ia trazer nada... É o que dá ser como sou.
Mas precisava tanto dele...
É que o meu N70, está tão cansado e tão farto de andar aos tombos, que resolveu bloquear a toda a hora e não ligar ao pc para passar as fotos...
Posto isto, grande parte das cores que queria dar ao meu livro, ficam-se apenas pelo N70, o que não é justo :(.
Ainda por cima, vi um N96 (ou N95, não tenho a certeza), lindo, a sorrir para mim na Fnac...
Todo ele era olhinhos para mim, um visor deslumbrante, um escorregar de teclas super sensual, uma qualidade de cores e imagem fabulosas, enfim, tinha tudo o que um homem pode desejar, e, ali estava como que a pedir... Leva-me, envolve-me nos teus "calos"... E eu, como sempre, nada fiz, deixei-o ficar por lá, triste e desiludido comigo...
Definitivamente, neste ano novo que vai entrar, vou pensar ainda mais em mim, em mim, em mim, depois em mim...
Chamem-me o que quiserem, estou farto de não me agradar, por pensar demasiado em coisas que não vou escrever.
Ah!! É verdade que o natal (com letra pequena) já passou, mas se alguém estiver interessado em desfazer-se de 269€ ou era 299€? Agora fiquei na dúvida.. Não sejam comedidos, eu aceito do coração... E assim, este livro seria muito mais colorido e eu pensaria se não devia escrever natal com letra grande.

Nota: este texto não passa de uma brincadeira, qualquer tentativa de fazer aquilo que nele é pedido, será levado como uma ofensa.

Leão Branco

I'm back

Finalmente posso escrever de novo...
Não por problemas técnicos nem por falta de tempo, simplesmente pela época "festiva"...
Até que o natal tem o seu encanto, são uma série de dias sem nada fazer, ou melhor, a fazer aquilo que tanto prazer me dá...
Não é que passei estes dias agarradinho ás minhas bolinhas... Brancas claro : ).
Apesar de como já estava á espera, o velho das barbas Brancas achou o caminho muito longo e resolveu não aparecer, até que nem se passou mal a data, afinal, quando existe o sorriso e currupio inebriante de duas crianças, loucas com o rasgar dos embrulhos e com o barulho ensurdecedor dos brinquedos, sempre existe algum motivo para que o natal aconteça.
Mas, não deixa de ser uma data sombria, não consigo desligar-me dos motivos que fizeram dela a pior data do ano para mim... Enfim, é passado e o passado já lá está, bem atrás, que já nem me "alembro" dele.
Olho agora em frente, o que lá vem?
Um novo ano, sem dúvida melhor que este que agora termina, não tenho a menor dúvida, pois se pensasse sequer que seria para pior, nem sequer valeria a pena virar a página no calendário.
Ora, quem vira as páginas do calendário ainda somos nós...
Não temos o dom de naturalmente escolhermos o quanto estaremos cá, mas existe sempre o livre arbítrio de decidirmos se queremos ficar a aguardar esse dia ou não...
Eu por mim prefiro aguardar, afinal não me sinto nenhum ser superior que deva alterar o que quer que seja ao rumo para nós traçado.
Já que falei em rumo, muito haveria para divagar sobre o tema, mas como é meu timbre, o meu rumo limita-se a não ter Norte, rumando a Sul.
Também aproveitei estes dias para calejar um pouco os meus dedos enferrujados da falta de vontade que tinha de abraçar a minha "lindinha", bem dita a hora em que resolvi apostar numa irmã para ela, apesar de Africana, uma prova de que não sou racista, tenho passado bastante tempo agarrado a ela, acredito até que a irmã está com ciúme, mas ela tem de compreender que existe viragens históricas que temos de fazer, assim, perturbações e recordações á parte, já tenho novamente os "calinhos" na cabeça dos dedos da mão esquerda...
Estes dias foram realmente dias para calejar as mãos...
Ora agarrado à minha nova "lindinha" Africana, ora agarrado aos meus "lindinhos" Taylor Made, que tanto prazer me dão, desfrutando o Green, o Blue and the hole's...
Contra o que se possa pensar sobre mãos, não há nada como ter os meus calos todos de volta, sim, eu sou daqueles que tem prazer em ter calos nas mãos, não fugindo ao tema, nem sendo malicioso, ter prazer em ter calos nas mãos, não significa ter calos para ter prazer com as mãos...
Esta não saiu lá muito bem, mas eu não sou pessoa de apagar pensamentos, sou sim pessoa de com os poucos pensamentos que tenho: Pensar logo ficar exausto.
Noto que nada de jeito escrevi, mas como é para mim, tanto me faz...
Sinto que esta pausa me fez bem, pois escrevi muito e nada de jeito, como eu gosto, não deixa de ser um Livro Branco de ideias e vazio de pensamentos.

P.s.: peço desculpa mas ainda não consigo escrever natal com letra maiúscula.

Leão Branco

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Prazer Branco




Leão Branco

domingo, 21 de dezembro de 2008

Carta ao Pai natal

Pai natal
Hoje quero ter uma conversa contigo de homem para homem.
Para começar quero já saber onde tens andado nos últimos anos?
Será que as tuas renas não se dão bem com o calor do meu cantinho maravilhoso da Terra?
Será que elas não aguentam a viagem até ao ponto mais Ocidental da Europa?
Afinal, tu existes ou não?
Estou farto de me questionar sobre tudo isto e as respostas continuam em Branco...
PORRA...
Custa-te assim tanto viajar até Sul?
Será que para ti só existe Norte?
É que se não sabes eu digo-te: O meu Norte é a Sul, portanto, se fazes favor, dá cordinha aos sapatinhos ou ás renas, como queiras, e vem encher a minha pseudo meia, na minha inexistente chaminé, ao lado da minha árvore de natal de sonho.
Também não sou exigente, a única coisa que te queria pedir, se é que estás virado para me ouvir, era uma simples coisinha...
SAÚDE.
Também já sei que me vais dizer que não és médico ou coisas do género... Por isso imagino que nada me possas dar este natal.
Olha Pai natal, esquece tudo o que para aqui escrevi, porque afinal não existe Pai natal e para mim nem natal existe.
Fica bem no teu gélido Norte, que eu prefiro o meu quentinho Sul, mesmo sem Pai natal, renas ou presentes.

Leão Branco

natal

Esta noite vou construir uma árvore de natal, enorme no meu sonho...
Não é data que recorde com grande alegria, nem dia que me faça esperar por ele...
Não preciso nem quero lembrar as razões que me fazem assim pensar, mas a verdade é que o Natal é para as crianças, e, apesar de tentar sentir-me criança, já passaram algumas décadas desde a minha infância...
Mas este ano, um ano diferente, vou pelo menos sonhar que tenho uma árvore de natal enorme, com aquelas coisas todas dignas de um verdadeiro natal, presentes, sapatinhos e ... uma meia enorme, daquelas que só se vê nos filmes alusivos a esta data...E o que é que quero eu neste natal?
Não sei... Mas vou sonhar, sonhar que talvez um dia ainda vou gostar do natal ...
Quem sabe se será este?
E na meia enorme, que estará pendurada na lareira que eu não tenho, vou sonhar que estão lá dentro um monte de desejos realizados e uma mão cheia de alegrias...
Vou Acreditar que da próxima vez que escreva a palavra "natal" o consiga fazer com letra ("N") grande.
Como eu gostaria de voltar a gostar do natal...
Será que ainda vou a tempo de voltar a acreditar no Pai natal?
Pelo menos uma certeza tenho...
Acredito e Sonho!
Que passe mais este natal.
Que no mínimo seja um natal Branco!

Leão Branco

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Pássaro Livre

Longe de Ti
Tão perto de Mim
Longe de um Sonho
Que um dia Vivi...
Longe do Céu
Tão perto da Terra
Longe da Lua
E de quem serei Eu...
PORQUE EU SOUUUUUU
UM PÁSSARO LIVRE ...
Longe da Estrela
Que me fez Viver
Longe da Estrada
Que tento Percorrer...
Longe de Tudo
Tão perto de Nada
Longe do Dia
E da Madrugada...
PORQUE EU SOUUUUUU
UM PÁSSARO LIVRE ...
Com a minha Guitarra
E o tempo a Passar
Passa mais um dia
Vem a Madrugada...
Espero por Ti
Nas horas do Dia
Fico sem Abrigo
Pela noite Fria...
PORQUE EU SOUUUUUU
UM PÁSSARO LIVRE ...

MAS EU SOUUUUU

UM PÁSSARO LIVRE

PORQUE EU SOUUUUUU

UM PÁSSARO LIVRE!!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sou um Pássaro (criança) Livre

Hoje senti-me como uma criança...
Um verdadeiro Pássaro Livre :)
E como é maravilhoso ter essa sensação :)
Depois de longas horas de .... (deixo em Branco, nem vale a pena escrever)...
Perdi-me no meio de instrumentos musicais, deixei-me soltar e voei entre eles, experimentando quase todos, uma nota aqui duas ali...
Perdi-me completamente e só me encontrei, quando na caixa estava um sintetizador, mais uma lindinha, esta agora preta e com um brilho também muito próprio e a vontade de voltar para preencher o meu imaginário de outras sonoridades e outros ritmos... Sim... Hoje quase comprei também uma Bateria, será que vou resistir ao seu encanto?
Afinal está a chegar o Natal e não fugindo ao padrão normal, também sou consumista.
Hoje senti-me como uma criança...
Um verdadeiro Pássaro Livre :)

Leão Branco

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

(...)

Por incrível que pareça, nesta nova viagem resolvi estar atento, atento não só aos carros estacionados na berma da autoestrada, pois as velocidades por vezes não são dignas de um cidadão exemplar, assim como, resolvi estar bem atento aos locais por onde fui passando...
Não acredito, sinceramente não acredito...
Como é que é possível, que numa das viagens que fiz no início destas minhas incursões a norte e na escrita, vi a tal localidade, aquela que muitos desejam ver e não conseguem, outros vêem mas não ligam á sua existência...
Vi a tal localidade talvez num momento de luz e brilho, quem sabe?
Como é possível, que quanto mais atento sigo pela mesma estrada, não consigo voltar a encontrar o tal desvio para essa localidade...
Não consigo perceber...
Será que retiraram a placa?
Será que simplesmente deixou de existir a localidade, flagelada pelo êxodo dos seus habitantes por não acreditarem na sua sobrevivência?
Será que sou eu que não consigo vê-la?
Penso nisso e ocorrem-me leituras simplesmente catastróficas em relação a esta minha falta de visão.
Acreditei quando a vi pela primeira vez, que talvez fosse como um aviso, um sinal qualquer...
Hoje, acredito que não estava minimamente preparado para visitar tal local.
Não sei, não sei mesmo que pensar...
Nunca mais consegui ver tal localidade...
E sinceramente tenho estado atento e já fiz essa estrada umas quantas vezes, tanto para norte como no regresso a sul.
Continua assim, o meu caminho em Branco...
Branco dessa localidade, esse recanto neste nosso mundo de emoções... Nunca mais vi Amor.

Leão Branco

Respeito

Mais uma viagem, mais uma viagem a norte, sem norte...
Uma viagem Branca, livre de afectos e sentimentalismos banais, uma simples viagem de trabalho, com muito trabalho e pouco respeito...
Peço isso, simplesmente peço isso... Um pouco de respeito.
Será que é pedir muito, será que é pedir demais... Será exagero da minha parte, eu que sempre fui uma pessoa dedicada, presente e mais que presente, eu que faço milhares de quilómetros em busca de nada, só para dar algo aqueles que quanto mais lhes dão, mais querem ter, sem agradecer...
E eu que simplesmente peço respeito, nem isso me dão.
Questiono-me: Será que mereço? É uma exigência assim tão estúpida da minha parte? Respeito, que respeitem o meu ser, que respeitem o meu esforço e o meu trabalho?
Julgava eu que seria algo normal, mas, não, não existe o mínimo de respeito hoje em dia por quem quer que seja...
É lógico que eu, sou um quem quer que seja.
Enfim, temos de viver, conviver e sobreviver com a ausência das coisas mais simples de dar e que nos fazem por vezes muito mais falta que qualquer bem material.
Só peço, simplesmente peço: RESPEITO.
Branco... Mais um dia em Branco.

Leão Branco

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Esqueci-me

Ando há já alguns dias para escrever algo, no entanto vou-me esquecendo...
Da mesma forma que me esqueço de tomar as ampolas para a memória.
Na verdade o que eu queria escrever é que sou muito esquecido, é verdade, eu sou mesmo muito esquecido e distraído.
Esquecido de tal forma, que já me esqueci o que tinha para escrever hoje...
Afinal, como o livro é Branco... Pode ser escrita Branca hoje!
Bem, pode ser que amanhã me lembre...


Leão Branco

sábado, 6 de dezembro de 2008

Desabafo

Os dias estão curtos, as noites são imensas, noites frias e perturbantes...
Trocam-se afectos por um copo meio cheio de uma bebida qualquer, trocam-se voos livres de Verão, libertos de amarras pelo quente das salas fechadas, mergulhados em fumo e odores que se confundem no ar, entre um copo e uma conversa de circunstância...
Estas noites não me sinto só, sinto-me simplesmente vazio, Branco...
Com o barulho ensurdecedor de trocas de palavras e música desordenada, não consigo ouvir sequer a voz meiga e doce da menina da máquina de tabaco...
Bebo mais um copo, outro e sempre na esperança que seja o último e de queimar um último cigarro, vou ficando, as conversas tornam-se cada vez mais distantes, também quem consegue ter uma conversa mais próxima depois de um bom par de copos com alguém, digo próxima no que respeita à proximidade dos corpos, pois, como é possível suportar o odor de vodka e gin a um palmo de distância...
Não sou masoquista, muito menos sádico ao ponto de presentear os mais próximos com tais odores...
Talvez seja esquisito, também ninguém é perfeito, se bem que depois de quatro ou cinco Beirões, mais dois ou três shot's, quem pode ser esquisito, afinal, aquela jovem que no início da noite tinha uns quilinhos a mais, um ar distante e um sorriso desordenado, no meio desta onda de álcool começa a ter o seu encanto, como se costuma dizer, a partir das 3 da manhã todas as mulheres começam a ser interessantes...
Será que as mulheres pensam o mesmo dos homens, na na, não acredito, afinal comigo acontece exactamente o contrário, a partir de certa hora sinto que se afastam...
Uma das causas já identifiquei, na verdade com o passar das horas, o tom de voz começa a subir e é normal que se afastem no sentido de proteger o seu aparelho auditivo, mas, não acredito que seja apenas isso, eu que sempre disse e continuo a dizer que não necessito de álcool ou drogas para me sentir bem e animado, sinto-me rejeitado pelo passar das horas...
Será que o álcool ou a noite tem algum efeito em mim, de tal forma que me transfigure e me torna, ao contrário das mulheres, com o passar das horas, menos interessante?
Não sei...um destes dias farei um inquérito num bar qualquer, tentarei retirar daí algumas conclusões...
Moral da escrita estranha que hoje por aqui deixo:
Quanto mais a noite "entra" nas mulheres mais interessantes ficam...
Quanto mais interessantes as mulheres são... Menos me ligam!
Assim sendo, vou deixar de sair pelas noites frias de Inverno, talvez de dia me torne mais interessante, os dias fazem de mim um homem mais Branco.


Leão Branco

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Estrela do Mar

Recordo aquele dia, alegre como tantos outros, louco de esperança e fantasia, tu vinhas até mim vinda do mar, de um mar diferente, um mar mais quente...
E trazias para mim juntamento com o teu perfume e um beijo...
Só para mim ...










Leão Branco

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Parabéns

Hoje 4 de Dezembro, marca um dia em que alguém muito acima da média e especial deu o seu primeiro grito de liberdade...

E eu, o tal egocêntrico que sou, liberto-me um pouco dessa minha loucura e ao contrário do previsto, não me limito a escrever apenas para mim, afinal tudo o que tenho feito aqui no meu livro tem sido para alguém... Apesar de esse alguém continuar a ser eu.

Mas, hoje tenho de escrever e repito, para alguém muito acima da média...

Hoje não coloco aqui velas, nem música, porque como já disse noutro local, as velas queima-se e a música está sempre presente...

Hoje coloco apenas uma prenda... Afinal, única prenda que hoje posso dar.

Então aqui vai:

Beijo

Leão Branco

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vou dormir

Está frio, escrevo deitado enquanto o sono não toma conta de mim...
Estou cansado, um cansaço diferente...
Cansado de gente...
Cansado de gente sem substância, sem afectos, gente em branco, mas branca mesmo de vazio...
Hoje sinto a falta de algo, como em tantas outras noites, mas hoje de uma forma diferente...
Quanto não vale um colinho acolhedor e amigo?
O que não vale um ombro terno e meigo?
Sim, hoje sinto a falta de tudo isso.... E sinto a falta de muito mais...
É sim, é difícil assumir, na realidade se o assumo é para mim mesmo, não o escrevo e especialmente hoje, para que alguém o leia, escrevo porque me sinto só e com vontade de desabafar... Com quem? Comigo...Claro!!
Afinal já estou acostumado, algo que aprendi com o meu crescimento progressivo nestes últimos anos, quem quer os problemas dos outros? Quem quer? Na verdade a resposta é crua e Branca... Ninguém!
Por muito que digam, por muito que tentem acompanhar, ninguém e repito, ninguém quer os problemas dos outros...
Não é maravilhoso ter amigos divertidos, amigos que preencham nossas noites de riso e boa disposição, amigos que tornem os nossos dias mais preenchidos e coloridos...
Agora amigos cinzentos, mal humorados, aborrecidos, esses, digam o que disserem... Ninguém quer.
E já desabafei comigo.

P.s.
Onde está agora a menina da portagem?
Onde está agora a voz sensual da menina do GPS?
Onde está agora a menina da máquina de tabaco?
E onde está aquela que me alimentou na máquina das sandes....Gélidas...?
Onde estão todas elas?

A resposta está no vazio... No meu Branco!!

Vou dormir.

Talvez sonhar com uma máquina de tabaco no quarto... Grande ideia!


Leão Branco

Empty spaces

Na realidade existem dias piores que outros, para não dizer outros ainda muito piores que os piores que outros...
Não me basta passar horas a fio fechado em salas apinhadas de técnicos sabe-se lá de quê, a darem palpites sobre não sei que mais dias inteiros, ainda ter de passar fins de tarde e noites enfiado noutras salas vazias de tantas coisas e tão preenchidas de especialistas em ... Ninguém sabe ao certo, a esbanjarem horas de inconclusivas certezas e muito mais incertezas...
Assim vai o nosso produto interno bruto, vulgo PIB... Vazio como essas tantas salas e ideias.
Como é difícil fazer ver algo a quem não quer ver...
Como é difícil combater o ruído com o silêncio sábio de quem se limita a ouvir barbaridades como que delas saíssem não só as soluções para os pequenos problemas imediatos, mas, reforçadas com as ideias empolgadas de como que se estivessem a resolver os grandes problemas do mundo.
Como é impressionante ver os tais técnicos especialistas de tudo ou nada, resolver nada apregoando a tudo...
Como é fantástico sentir que daqueles cérebros iluminados pode a qualquer momento surgir a solução para a fome em África, a resolução dos problemas no Iraque, a união de ideias na Palestina e tantos outros mais...
Para não fugir a esta regra que para mim criei e que na realidade constato como um Dogma absoluto... Tudo o que me rodeia é Branco... Branco de vazio... Resta-me o meu Branco ir-se colorindo a ele próprio, mesmo com a minha escassez de ideias, mas com a força do meu imaginário...
É que com a força de tudo isto ou o isto que me dá força, vou descobrindo novas formas de afectos, sendo que a última grande descoberta destes meus dias Brancos, mais uma vez me leva ao meu imaginário de mulher perfeita...
Não fossem estas horas infindáveis nas ditas salas, em que me sobram alguns minutos para percorrer vários corredores e descobrir uma voz feminina, quase que maternal, mas sensual e meiga, sempre preocupada com a minha saúde, exigindo apenas as moedas necessárias para introduzir na ranhura e quase que me murmurando "Tórridamente" ao ouvido: "retire o seu troco"... E eu, contente por mais esta descoberta de afectos, lá vou pelo corredor agarrado a uma sandes de atum, gélida e sem sabor, enganando a necessidade de alimentos saudáveis e procurando uma fuga qualquer para o exterior, para dar um pouco de lume ao meu dia, queimando as ideias na ponta de um cigarro, ou o pouco que resta da minha sanidade mental.
Por tudo isto reforço, felizmente que existe sempre uma voz de mulher, meiga e sensual a preencher os poucos momentos relaxados de meus dias Brancos.


Leão Branco

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Lei do Tabaco

Apesar da lei do tabaco indiciar uma diminuição na quantidade de cigarros diários de cada fumador, eu estou a pensar muito seriamente fumar mais, não porque sinta a necessidade física ou psicológica no momento, nada disso, apenas porque encontrei mais uma mulher fantástica nesta minha vida...
A menina das máquinas de tabaco...
Lá está, mais uma mulher que não me causa problemas, não me arranja chatices, já me imagino a fumar 4 a 5 maços de tabaco por dia, claro que comprados um a um e sempre em máquinas, com uma voz sensual e doce a murmurar-me ao ouvido: "o seu tabaco por favor"..."o seu troco"...
Por favor, peço por favor... Não inventem algo idêntico á via verde, que substitua as meninas da maquina de tabaco...
Por favor, deixem-me viver este imaginário da mulher perfeita por detrás de uma máquina de tabaco...
Deixem-me voltar a sonhar!
Deixem-me voar neste meu voo estonteante e louco acendendo o futuro a cada cigarro, com "meninas" para colorir o meu imaginário em Branco!
Obrigado Tabaqueira.


Leão Branco

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Via verde

Hoje não me apetece escrever...
Bem, hoje na realidade não me apeteceu fazer nada!
Que dias... Tristes sombrios e sós...
Hoje percebi que não há nada como os dias de semana, em que por obrigatoriedade e alguma satisfação tenho o prazer de percorrer alguns quilómetros por essas autoestradas, que tanto prazer me davam e agora perderam o seu encanto... Na verdade eu era um fã incondicional das autoestradas, mais propriamente das portagens, não havia nada melhor para mim que preencher o meu imaginário de homem, olhando as meninas da portagem, na sua posição altiva e dominadora... Como eu era fã das portagens e suas meninas, tão simpáticas que eram sempre e todas muito semelhantes, não só pela farda, mas também pelo seu discurso fluente: "bom dia, boa tarde, o seu talão, o seu troco e boa viagem"... Como era fantástico ter a companhia de mulheres simpáticas por breves instantes e com um discurso coerente. Mulheres que passavam pela minha vida por breves segundos e nunca mas nunca me criticaram ou pediram algo em troca, pelos breves segundos de prazer que me davam...
E por tudo isto e muito mais, hoje não me apetece escrever, raios partam a via verde que terminou com os poucos momentos bons que consegui passar com mulheres simpáticas nos últimos anos... Raios Partam a via verde que apesar de ter cor, torna gélida e branca a passagem pelas portagens, graças a ela hoje sinto-me um lobo solitário das autoestradas!!


Leão Branco

domingo, 30 de novembro de 2008

Eu sou um ...

(...)






Leão Branco

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"Lindinha" ... Volta a encostar-te a mim

Um verdadeiro hino de amizade...





Leão Branco

Sons de Liberdade

A noite que passou chegou até mim, com um Brilho diferente de todas as noites passadas, desde que de Branco resolvi pintar as páginas agora mais coloridas de meus dias.
Rumando com direcção predefinida, olhei o céu e lá estavas tu minha Luzinha, com teu Brilho intenso, tua Luz forte e Branca, como que a aquecer a noite fria e escura de Inverno.
Olhei atentamente o escuro do céu e reparei na temperatura de 5º que fazia lá fora, um frio cortante, que mais gélido se tornou, quando num olhar mais atento me deparei com aquilo em que nunca quis Acreditar...
Tu que sempre estiveste sozinha ou acompanhada pela grandeza de tua mãe...
Tu a quem um dia dei um nome de mulher, pela tua presença constante nas minhas noites, ora quentes de Verão, ora gélidas de Inverno, acompanhando-me sempre no queimar daquele último cigarro...
Tu que para mim eras o sinal da união, da sintonia, da cumplicidade e partilha...
Tu não estavas só, não eras apenas Tu, aquela que outrora me guiara e que agora me seguia, como querendo alertar-me para a novidade, neste rumo que eu já havia traçado.
Rumava eu agora a um lugar, em tempos companheiro de tantas noites, um lugar quente e acolhedor, um local onde sempre mas sempre consegui ver as minhas cores, em forma de notas musicais, bem ordenadas, ritmadas e o som de vozes alegres e despreocupadas.
Agora, hoje… Não eras apenas Tu, a teu lado surgia algo que me fez tremer, vacilar, porque me fez sentir só, como que um sinal de quebra de laços, para quem está atento a todos os pormenores que as coisas simples e únicas da vida nos proporcionam…
Foi então que vi… Vi uma outra Luz, um Brilho maior, como que anunciando a quebra de união que entre nós dois existia.
E foi, ao olhar essa Luz, pensando em tudo que me fazia crer que os dois éramos um só, unidos pela nossa Luzinha, a Ponte mais forte que sempre existiu entre nós, que tudo se desmoronou.
Aquelas duas almas que sempre senti gémeas, pela presença constante de uma simples Estrela, que há bem poucos dias se tinha revelado a mim como um ser maior e mais imponente com a descoberta de um planeta (Vénus) nela, voavam a sós, cada uma com seu Brilho próprio, apesar da mesma cor… Branca… Estavam agora separadas, adversando o frio e escuro deste Inverno, em que deviam aquecer-se pela sua União e Sintonia, contrariando todas as leis da natureza e esquecendo todos os pormenores, desde os mais simples actos de ternura aos grandiosos Momentos de Partilha.
Esses dois seres estavam agora separados, separados por uma distância cósmica, afastados pelas leis cruéis da natureza, só possíveis de assimilar por seres mais atentos.
Foi na presença dessas duas Luzes agora definitivamente separadas que percebi, o rumo que eu tinha traçado para a minha noite, continuava a ser seguido com a tua presença, no entanto uma presença mais distante, pois afinal percebi que Tu também tinhas encontrado um novo fôlego, que tu também tinhas encontrado forças para Voar, agora num Voo isolado, um Voo Livre, quiçá um Voo rumo à fusão com outra estrela, em que apenas e sempre só nos resta a esperança de um dia nossos Voos separados que agora assumimos, um dia quem sabe se possam cruzar…
Foi essa notícia amarga, ao mesmo tempo inteligível a Ponte para uma vontade imensa, um Desejo muito forte de estar no tal local simples, quente e acolhedor, companheiro de outros tempos, outras noites… De tantas 22.22h...
Coincidência ou talvez não, uma outra “Lindinha” me esperava, uma “Lindinha” despida e triste, ávida por um toque de Ternura, um Carinho, um Afecto que me fez respirar fundo, apertá-la junto ao meu peito, vesti-la de notas musicais e com ela Partilhar Momentos de Sublime sensação de Liberdade.
Depois pensei, hoje algo se separou de mim reforçando-me a ideia de um Voo Livre e solitário, mas, o mais marcante do meu hoje é que me reencontrei com o Brilho das cordas, o som dos acordes coloridos e o dedilhar de sons esquecidos na minha arca de memórias.
Hoje… O meu Branco tem som!


Leão Branco

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pássaro Livre

"... E uma asa voa a cada beijo teu, esta noite sou dono do céu e eu não sei quem te perdeu..."


Pássaro Livre

Um dia um Pássaro Livre resolveu voar só e para bem longe, num voo estonteante e completamente louco...
Quando esse voo a certa altura se tornou pesado demais, cansativo e sem rumo ou direcção, em vez de num último fôlego tentar voltar para trás...
Continuou, rumando ao infinito e desconhecido...
Até que, sem mais como para voar e extenuado...
Caiu... Caiu de uma altura imensa, uma altura como nunca pensara atingir nesse seu voo...
Caiu... Como as folhas castanhas de um Outono frio e cinzento...
Agora, não se mexia, não tinha força sequer para se levantar...
Já tão pouco pensava em voltar a voar, imaginava apenas tentar erguer-se e andar, andar com os pés bem assentes na Terra, por muito pouco que fosse...
Mas o corpo não tinha a ajuda da mente e o Pássaro estava imóvel, assim ficou...
Imóvel e com medo de ter de viver suportando o peso do seu próprio corpo...
Sentia que o seu peso próprio só por si já era difícil de suportar...
A sua tristeza era enorme e o Pássaro sentia-se refém de si mesmo...
Olhava as suas asas e via-as como se fossem as folhas caídas castanhas de Outono, um Outono frio e descolorido...
Mas, num último fôlego de sobrevivência, o Pássaro Acreditou...
Acreditou no Momento...
Acreditou na Partilha...
Acreditou na Sintonia...
Acreditou na Cumplicidade...
Acreditou em todas as Palavras únicas que um dia o fizeram voar livremente...
Acreditou e viu a Primavera no seu horizonte e com ela as suas cores, com ela as suas asas deixaram de ser castanhas e pesadas, com ela Acreditou que poderia voltar a voar...
Então, esquecendo esses tantos dias de bruma de um Outono pesado, encheu-se de coragem e quase que num último fôlego voltou a voar, num voo Livre, num voo de loucura saudável...
E hoje, voa Livremente...
Quem sabe rumo ao seu Sul, sem "des... Norte"...
Hoje é um Pássaro Livre.


Leão Branco

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Música

Sentando no quente de uma sala cheia de nada, esqueço o frio imenso que está lá fora e decido folhear o meu Livro em Branco com o que resta da Luz do dia, acrescentando-lhe mais uma página, mas, uma página que em tudo desejo que seja diferente.
Hoje li-te e reli-te...
Ao sentir a tua emoção e as lágrimas que escorrem pela amargura dos teus dias, lágrimas que sinto como se escorressem pela minha face, com um toque salgado tal lembrança de Oceano imenso, escrevo cores, hoje escrevo cores!!
Afinal o meu Livro em Branco também pode ter cores, aliás, ele pode ter tudo aquilo que eu quiser, é MEU, foi-me oferecido...
Resolvi dar-lhe um toque de cor, assim como pensei que apesar de não ser um Livro de Memórias, de apesar de ser de mim para mim, não posso deixar de ver nele as cores do passado, o passado é colorido, as páginas negras não fazem parte das memórias do passado, são apenas e simplesmente etapas de um crescimento do ser que sou, são essas páginas, por negras serem com letra negra, que hoje não consigo ler, onde simplesmente vejo e revejo em mim o ser que sou e todas as cores que me rodeiam.
Vou escrever sobre o passado, porque quero, porque tenho vontade, porque me dá prazer reviver algumas situações do passado e mais que tudo, porque o Livro é MEU e faço dele o que bem me entender.
Um dia sonhei ser músico, rock talvez... Deliciava-me horas a fio com a minha primeira guitarra, já quase a sério e amplificada, a tentar imitar as bandas rock Portuguesas que emergiam na altura, lembro as horas que passava em frente á janela, para ver-me como se de um espelho se tratasse, agarrado a algo que muitos anos mais tarde, com outra forma e sonoridade resolvi apelidar de minha "lindinha", era o meu bem mais precioso, apesar da falta de afinação das suas cordas, de não saber sequer um acorde musical, julgava-me nos palcos em altas guitarradas e sempre com a voz a cantar, como uma estrela rock.
Recordo as vezes sem conta que cantei os Cavalos de corrida, que de tanto serem "trauteados" coitados já deviam andar fartos de mim e cansados... E tantas outras músicas da época, onde tomei contacto com os Táxi, os GNR, os UHF, Rui Veloso, tantos outros e o Palma.
Não satisfeito com esta minha condição de músico de intervenção, leia-se intervenção o facto de simplesmente intervir estragando as músicas que em fundo passavam no Gira-discos do meu mano, a grande referência que tenho de fazer... O meu Mano, pois sem ele e sem a diferença de idade jamais um Puto como eu tomaria contacto com essa realidade musical.
E foi assim que resolvi aprender música, hoje agradeço a mim mesmo e a quem me incentivou e ajudou horas a fio com o maldito livro de solfejo o facto de ter assimilado este bem precioso, porque hoje ela continua a ser o meu fio condutor, a cor da minha vida.
Como diria o das "favas com chouriço": "Música, eu nasci p' música, para te ver sorrir e a cantar....".
E foi então que o Puto começou a tocar tudo o que era instrumento musical, começando na trompete, passando pelo saxofone, felizmente agarrando a bateria pois com ela descobri o mundo musical, foi ela que me fez saltar de garagem em garagem, ora ritmando cover's, ora batendo forte com o meu toque pessoal as musicas originais das bandas por onde passei...
Não satisfeito com o meu percurso musical, lembro bem o motivo mais forte que me fez voltar a estudar outro instrumento, resolvi recomeçar com a minha "lindinha", outra claro, mais robusta, com outra cor e sonoridade, esta já era a sério. E o motivo foi simples, para além de outros, como era possível transmitir toda a minha musicalidade na praia à noite com os amigos e noutros locais onde nos juntávamos... com uma bateria?
Tenho de voltar a agradecer a mim próprio, não existe maior satisfação para quem vive a música que agarrar numa viola e dedilhar os acordes daquele poema musicado que tanto gostamos, de partilhar com quem queremos esses momentos únicos... Nada melhor que nos momentos de solidão ter uma companheira "Linda" e que simplesmente está lá, sem cobrar, sem exigir, sem reclamar... E é com ela que hoje desabafo, a minha "Lindinha", como ela me compreende, como ela me deixa fazer brilhar quando estou só, porque hoje, ao contrário do tempo em que sonhava ser músico rock, em que tocava nas garagens, em que fiz o circuito dos bares, hoje é simplesmente só...E que grande companheira ela é... Tão Linda e com uma voz tão doce.
Como poderia esquecer-me destes pequenos pormenores, hoje que sei como se ergue um edifício de grandeza imponente, tijolo a tijolo, são milhares, mas colocados um a um... Tantos e tantos sacos de cimento um a um... As vigas e pilares de betão, todos um a um... Os operários que trabalham hora a hora, as mesmas horas todos os dias... Eu felizmente já vi como se erguem esses imponentes edifícios à custa de tantas pequenas coisas... E são todas estas pequenas coisas que me fazem sentir quem sou, nunca esquecendo o que fui...
São estas pequenas coisas que me mostram como se semeia uma grande amizade, se ergue um grande Amor... Que dão origem a duas palavras que Adoro...Momentos de Cumplicidade!


Leão Branco

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bairro do amor

O branco seria menos branco sem o grande ...

Palma


"No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém

No bairro do amor o tempo corre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?

Eh pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair um pouco
Eu sei que tu compreendes bem

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais

Eh pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair um pouco
Eu sei que tu compreendes bem."


Grato Palma

Leão Branco

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

...

São 22.22h : )

Leão Branco

"Que nunca caíam as pontes entre nós"

Depois do que te escrevi, minha Luz que me guia a Sul, não posso deixar de colocar este vídeo, esta música fantástica que contigo quero Partilhar, estejas onde estiveres nesse teu Sul...



Leão Branco

Sul

Sul, eu tenho o meu Sul...
Tantas e tantas vezes, tantos e tantos seres ... Procurando um Norte, um rumo a seguir e eu insisto a Sul.
Quantas vezes me perco pelo Sul, a Sul ou com o Sul ... O meu Sul!
Como um Pássaro Livre que sou o meu rumo estará sempre a Sul.
Olho as pontes, obras imensas da Engenharia e todas elas, na sua grandiosidade me indicam um único caminho, o Sul...
Olho o Mar, como ouvi e li de um poeta, "perdi-me muitas vezes pelo Mar, como me perco no coração de alguns meninos...", como eu me perco tantas vezes pelo menino Mar, olhando o meu Sul...
Lá está ela a ponte que temos entre nós... Será uma ponte real? Confio e acredito que ela exista, mas existem tantas pontes que nos unem e nos separam, o Mar essa ponte imensa que tantas vezes nos uniu e hoje na sua imensidão nos separa, esse Mar a Sul que saboreávamos em nossos dias, que nos aproximava em tantas e tantas noites, noites quentes a Sul, noites "Tórridas" de Luz e Cor, como posso não lembrar essas tantas noites de um Sul que existe em todo o nosso "des...norte"...
Hoje quando olho o mesmo Mar, vejo um outro Sul, um Sul mais distante, um Sul diferente, por vezes nas ondas deste nosso Mar, vejo um Sul inquieto, repleto de emoções por viver, pleno de sensações que não vivemos, cheio de vontade de nos unir, quem sabe se as águas gélidas de inverno não trarão a este Mar o cheiro do teu ser e o sabor desse teu Sul?
Quem sabe, se o Sul em forma de Continente, ou a Sul de um Continente...
Quem sabe, se o Sul estará presente, ou se o Sul unirá "a...gente"...
Quem sabe? Tu sabes, tu que estás, estiveste e um dia estarás a Sul, neste outro Sul, este Sul que nos uniu, este Sul que nos separou... Tu sabes, afinal, eu disse-te um dia, lembras?
Eu disse-te um dia que escreveria para Sul, para ti que estás noutro Sul, mas, insisto e insisto com outro poeta: "...que nunca caíam as Pontes entre nós...".
E são para ti, tu que estás num Sul que não é o meu Norte, ou a Norte do Sul que eu procuro, que são estas palavras, afinal aquele Egocêntrico que eu sou, também pensa noutros seres ÚNICOS e MARAVILHOSOS, mesmo que as pontes não se ergam nos locais apropriados e que o teu e o meu Sul sejam diferentes...

Um beijo a SUL

Leão Branco

Música única ... Partilha imensa




Leão Branco

Partilha (3)


Aceite o presente, publicado e PARTILHADO : )
Leão Branco

domingo, 23 de novembro de 2008

22.22h

Eram 22.22h....

Leão Branco

Partilha (2)

Viver por vezes não é fácil, muito menos lidar com certas situações com que somos confrontados, mais difícil se torna saber e ter de lidar com a doença, partilho esta palavra bem forte hoje, doença, pois tenho de conviver com ela e conseguir lidar com a sua existência.
É duro, pelo menos para mim foi, o dia em que somos confrontados com algo que julgamos sempre apenas acontecer aos outros, mais duro se torna quando a revelação é bombástica e mesmo que pensemos que somos fortes e estamos preparados para tudo na vida, o nosso castelo de areia que com tanto carinho construimos ao longo dos anos, é destruído por uma onda vigorosa e demolidora.
Mais difícil se torna quando a areia é escassa e a vontade de reconstruir castelos de areia se confunde com a vontade de ocultar e negar a existência da palavra.
Doença, lidar com, conviver com, partilhar com quem?, são horas de confusão e agonia que nos confundem e se não formos fortes, nos afundam.
Grave não é descobrir que ela existe, agora saber que seremos acompanhados por ela o resto da vida, pode-se tornar violento, saber que não mata mas consome, saber que não destroi mas devora os nossos pensamentos... É complicado.
Depois surgem as dúvidas, a pesquisa incessante sobre as causas, a origem e a forma de lidar com...
A seguir a revelação, os próximos, aqueles que sentem o mesmo sangue a correr nas veias, e que estão lá sempre, que vivem as alegrias como se deles fossem e se consomem na tristeza quando ela é partilhada.
Como dizia o poeta: "felizes dos ignorantes que não sabem quando vão morrer". E é aí que vou buscar esta força, afinal sou IGNORANTE, pois sei que com ela eu vou VIVER.
Hoje sinto-me mais aliviado, consigo falar dela comigo próprio como se tratasse de algo vulgar, algo com o qual aprendi a lidar, é claro que penso que o sei fazer, mas na realidade ninguém sabe lidar com o inesperado, convenço-me que estou preparado...Será que estou?
Pelo menos sinto-me preparado para Partilhar, algo que faço aqui para mim mesmo, porque estando preparado para mim, estarei para o mundo.
Nestas noites em Branco, pode não parecer, mas tenho-me confrontado várias vezes a mim próprio com o vazio não branco que é a revelação das nossas fraquezas.
Hoje Partilho... Mas também Partilho que vou VIVER... E como dizia outro poeta: "Vou viver, até quando eu não sei, não importa o que direi, quero é VIVER..."

Leão Branco


Sintonia

Adoro palavras, fortes, com sentimento e cumplicidades...
Das palavras mais fortes que com o decorrer dos meus dias em Branco se cruzaram comigo, foi a palavra SINTONIA, pelo seu sentido e pela sua força.
Uma palavra que nunca achei grande piada e então depois do livro que felizmente fui a tempo de não ler, aconselhado por quem teve o desgosto de o ler, é a palavra coincidência(s), no entanto dou várias vezes comigo a pensar em certos detalhes que me levam a pensar e render-me ao facto de que afinal existem sim, contrariando o titulo do dito, uma vez que o que lá está dentro não faz parte da minha consciência, conheço e superficialmente a capa, aliás eu sou um leitor de ... capas, pois o tempo para folhear desenfreadamente conteúdos é escasso.
Pois é, sendo ou não coincidências existem situações que no mínimo se assemelham estranhas no meu dia à dia. Uma delas hoje causou-me uma sensação de estupefacção, dei por mim numa estação de serviço, a colocar os diversos parâmetros daquilo que apelidam computador de bordo dos carros, que simplesmente se limitam a dar médias, horas e temperaturas, mas insistem em dar-lhes esse nome, não sei que nome darão no dia em que nos permitam aceder ao email, aceder a páginas web ou comunicar via msn, fica a pergunta: Que nome lhe vão dar?
Como sempre quando tento ordenar algumas palavras em branco, o caminho foge-me e acabo por entrar por ruas sem saída e voltar atrás na brancura dos meus pensamentos (por vezes penso).
Ah! Ok... Estava eu a colocar os tais parâmetros em branco, quando dei com as horas de viagem, que não sei quando coloquei pela última vez em branco, mas para meu espanto lá estava algo que me persegue, não sei como nem porquê, mas na realidade me persegue, um número, um simples número, ligado a horas e minutos, quantas vezes me lembro desta hora do dia, as centenas de dias em que dei por mim a olhar um relógio de carro, de pulso, de cozinha ou de mesa de cabeceira e este número lá estava, um simples número, para não falar das vezes em que partilhei esta hora em sintonia com ELA ... Sim, foi uma partilha intensa e ela esteve sempre lá a esta hora do dia, a minha ... Luzinha. E sempre foi esta a hora em que desejei chegar ao rumo que sempre quis... Partilho a Sintonia: 22.22h.
Acabo de com esta coincidência usar e abusar da palavra que me trás aqui hoje, a palavra forte que tem estado bem acompanhada aqui por outra igualmente forte e que ambas Adoro, Sintonia e Partilha, para mim juntas são uma explosão de emoções.
Recordo agora uma das primeiras vezes que em branco escrevi para mim, lá estava o
número...22.22h.
E assim aqui estou eu ás voltas com duas palavras, fortes e únicas, como que com vida própria.
A sintonia que me acompanha em tantos detalhes da minha vida e a partilha que quero fazer a mim próprio.
Na minha viagem à dois dias rumo a sul, senti o vazio, mas não o vazio branco que tanto gosto e sim um vazio negro e triste, só que ontem fez-se Luz na minha noite e descobri o engano enorme em que vivi os últimos anos, afinal tenho de agradecer e acreditar que realmente estava errado, não no rumo a seguir, mas em quem pensava seguir.
A minha Luzinha na realidade indica-me um caminho, que pode ser a sul ou simplesmente o rumo que deseje dar a mim próprio em branco, agora a grande partilha e revelação é que a minha Luzinha afinal não é uma simples estrela como eu pensava e que não me importava nada que assim fosse, simples, com seu brilho intenso e branca, ela decidiu ser algo mais grandioso e revelar-se como um planeta, (aqui reside a minha ignorância em astronomia), grandioso e com nome bastante forte também... VÉNUS ... Obrigado por seres ainda mais importante do que eu pensava, assim fazes-me sentir ainda mais Branco, um Branco enorme.
Existem de facto noites Brancas fantásticas, noites de Partilha e Sintonia... Obrigado ... Por existires, Obrigado por revelares Vénus na minha ignorância.
Contuinuarás a ser a minha Luzinha ... Brilha e encanta o céu como sempre o fizeste.

Um beijo especial para ti hoje...

Leão Branco

sábado, 22 de novembro de 2008

Luzinha

Escrevo para me recordar de quem sou e porque o sou...
Um Pássaro Livre, branco ...
Há uma semana atrás, não pensava sentir a vontade de estar aqui a esta hora a escrever, mas, depois do voo solitário que percorri, não tenho outra opção senão encontrar-me comigo, preciso de me encontrar comigo, aqui e agora.
Pergunto-te, onde estiveste hoje, porque não te vi?
Hoje que precisava da tua "Luz" branca, não estiveste lá...
Hoje percebi como tenho estado errado este tempo todo, afinal quando pensava que me guiavas nos meus voos solitários ruma a sul, eram voos de ilusão, quem sabe sonhos que por vezes me faziam sentir acordado e guiado na direcção oposta. Hoje que tanto te procurei no negro do céu, fizeste-me sentir as "asas" a tremer, fizeste-me desacreditar da minha própria condição, mas não, recusei-me a aceitar... Sou e continuarei a ser um Pássaro Livre!
Escrevi mesmo apenas para me recordar da minha condição e não deixar de ser em Branco.
Apesar de tudo, insisto e sei que estás lá agora, Branca e Pura, a minha orientação é que andava errada, por isso, vou ver-te mais uma vez, como sempre o fiz e não penso deixar de fazer, queimando mais um de muitos últimos cigarros do dia, sabendo que tu sabes, que mesmo que um dia me liberte do vício de queimar, jamais me libertarei do Brilho que me faz todas as noites te admirar.
"Luzinha"... Amanhã promete voltar!

Leão Branco

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Partilha (1)

Hoje sinto-me cansado, sentado em algo branco, rodeado de azulejos de cerâmica barata e branca, algures no meio do nada (branco) num quarto de hotel de beira de estrada, visão demasiado negra para a brancura dos meus dias, resta-me a visão dos lençóis brancos onde me irei repousar, por poucas horas esperando que o fim de semana chegue para algum merecido descanso.
Não pensei escrever, afinal eu não me obrigo a mim próprio a nada, muito menos escrever para mim todos os dias, no entanto senti que tinha algo para me dizer depois dos finos e da minha bebida de eleição que saboreei após mais um jantar fora de horas, como todos desta semana. Afinal o que é que se bebe aqui? Óbvio, Licor Beirão...mas, com muito gelo.
Sinto que estou num Pais distante, afinal a diferença horária entre o sul e o norte, na realidade existe, dou por mim a jantar ás 23.00h e a almoçar ás 15.00h todos os dias, o único e grave problema é que aquela invenção "maravilhosa" que nos faz estar todos contactáveis a qualquer hora do dia ou da noite, que tem toques polifónicos e outras coisas que tais, afinal não serve só para comunicar e ouvir as vozes sensuais das meninas "operadoras" móveis, até já me perguntei se a menina não é a mesma? São tão semelhantes, e deveras sensuais, não fosse eu repetir-me e diria que são vozes "tórridas", como eu gosto desta palavra e de partilha-la comigo próprio. Como é normal a esta hora ou a qualquer hora, perco-me na escrita, mas, como escrevo em branco, entendo-me sempre. Na realidade o que quero dizer-me, é que o filho da "Vodafone" acorda-me todos os dias ás 7.30h, mesmo quando me faltam quase duas ou três horas de sono.
Ah! Já sei o que queria dizer-me, ou questionar a mim próprio, será que essa(s) menina(s) dos operadores é a mesma que me conduz todos os dias aquela estrada que não leva a lado nenhum e que eu insisto em tentar chegar a algum lado por ela, é que na realidade falta alguma informação aquela menina, mas ela também não deve ter a culpa, já não lhe basta atender tantas chamas por dia, ainda a obrigaram a decorar o nome de tantas ruas, estradas, lugares e outras coisas mais, é lógico que por vezes deve dar-lhe uma branca. É por isso que eu não lhe chamo GPS, mas pelo verdadeiro nome: GWP (Global Withe Position).
Será que finalmente amanhã rumo a sul? Já me pergunto á três dias, será hoje? Espero que sim.
Pergunto-me também, será que a menina já decorou o nome daquela povoação que por acaso passei ao lado quando rumei a norte, será que a menina com tal voz sensual sabe onde fica "Amor"? Para cima não sabia, talvez para baixo, já que dizem que todos os Santos ajudam, nada como "Acreditar", uma palavra bem forte, como tantas outras que eu aprecio.
Entretanto olho o céu, algo que faço e aprendi a gostar de o olhar todas as noites antes de deitar, sei o porquê, não sei é porque insisto em fazê-lo, mas faço.
E lá está ela, hoje sozinha, envolta no seu brilho imenso de "Luzinha" sempre acesa na minha vida, como que me indicando constantemente o meu rumo, esta sim "Luzinha" é o meu verdadeiro GPS, é ela que me acompanha e me guia oferecendo-me o branco ás minhas noites, com ela não tenho medo de me perder, por ela já muitas vezes me perdi...A mãe hoje não está!
E eu, como sempre e já há muito tempo insisto em partilhar com ela um último cigarro, não para queimar o passado que ela me guarda, mas na insistência contínua de acender o futuro.
Tem uma boa noite "Maria da Luz", minha "Luzinha Branca", PARTILHA esta noite tranquila comigo. Um beijo em teu Branco.

Leão Branco

Branco (2)

Aqui estou eu, em branco, mais uma noite algures num quarto de hotel de beira de estrada, mas não a tal, essa estrada é bem dificil de percorrer ...


Leão Branco

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O tempo não pára

"..."

Leão Branco

Branco (1)

É isso mesmo, é um texto em branco.
Confesso que esta brincadeira se torna engraçada, ter um livro em branco onde posso confessar a mim mesmo, o nada que faço no vazio dos meus dias.
Como todos os dias deste livro, que são apenas dois, nada fiz de relevante, mas na realidade algo fiz, afinal respirar pode ser uma trabalheira infernal, então se estivermos com a cabeça debaixo de água, digo por experiência própria, é complicadíssimo.
Não me posso assustar a mim próprio, acalmo-me porque de facto não estou de baixo de água e sim bem acima dela, se considerar que o que para mim é água, são as águas "tórridas", adoro esta palavra, bem, na realidade confesso a mim mesmo que tudo o que é "tórrido" é saudável, não há nada melhor que uma bela "torr...ada" pela manhã, cheia de manteiga a derreter nos dedos...., Melhor parar, que aínda agora jantei, entretanto e como normalmente quando tento escrever algo para mim em branco, dá-me uma branca e acabo por perder-me entre vírgulas e palavras mal acentuadas, que teimo em não corrigir. MÁU, agora perdi-me mesmo, afinal onde me encontro? Sentado, claro (leia-se branco), algures num quarto de hotel... ah!! Já sei, falava de algo "tórrido", sim bem "tórrido", as águas que ficam lá em baixo, não aqueles que se escondem por debaixo do local onde estou, mas as outras muito mais a sul, essas sim são as "tórridas".
Isto de escrever a palavra "tórrido" a esta hora é muito complicado, está na hora de subir de novo ao Mont Blanc e arrefecer as ideias, no entanto pergunto-me, porque será sempre tão complicado respirar com a cabeça debaixo de águas "tórridas"?
Vou pensar nisso na varanda ao frio, fumando um cigarro e arrefecendo qualquer ideia mais TÓRRIDA.

Leão Branco

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O dia

Depois de escrever o título do que em branco desejava escrever para mim, simplesmente algo sobre o meu dia, é que me apercebi da força do título que "introduzi" na caixinha de diálogo.
Não quero escrever para mim sobre o meu passado, não que tenha algo para "encriptar", mas como disse um dia alguém que conheci: "O passado? O passado é passado, já não me lembro, perguntem-me o que vou fazer a seguir".
Assim pensava estar eu, quando resolvi escrever estas palavras, no entanto veio-me à lembrança outro tempo, o tempo em que escrevia não sobre o meu dia, mas praticamente todos os dias, o tempo em que pensava que que as minhas palavras tinham mais força quando escritas em rimas ordenadas a que eu julgava sentir na sua essência poesia.
E, foi nesse tempo, no tempo em que sonhar acordado me era permitido, dedilhando a minha "lindinha" que escrevi numa rima forte e sentida "o dia", um dia que nunca existiu e que nunca deixará de existir, afinal é passado.
Depois de mais um branco dia (não consigo evitar a palavra), meti-me á estrada, foram mais de 300 km de negro sob e sobre o meu carro, enfim, estava destinado à bruma, mas o branco ajudou-me e consegui afastar-me da escuridão, afinal o branco está sempre comigo, (um grande bem haja para a palavra branco), no betuminoso sempre alguns traços brancos que me guiavam na sua contínua insistência de me manter no rumo traçado, no céu, lá estavam elas, mãe e filha de branco vestidas a seguir o meu caminho, como que me fazendo sentir a sua protecção. [longe de mim a ideia de ser poético, mas um dia (de novo a palavra), terei de escrever sobre elas].
Quando a meio deste percurso, diferente de tantos outros rumo ao mesmo destino, optei por uma alternativa, deparo-me com algo que não sei como é ou o que seja, mas, hoje sei onde fica.
Uma simples placa, por sinal branca, de saída de uma Autoestrada qualquer, com um nome: "Amor".
Fiquei sem reacção, desconhecia, mas no fundo não sabendo como é, sabia que existia, estava ali mesmo numa saída de autoestrada, uma simples viragem á direita no meu caminho e eu segui as linhas brancas rumo ao meu destino, que já tinha sido planeado, sendo guiado pela voz sensual da Catarina: "à frente mantenha-se na faixa da esquerda", lá segui a minha viagem...
Cheguei ao meu destino, ás 22.22h deste dia, ironia do destino e coincidências apenas com o passado ... Em branco.

Leão Branco

Mont Blanc, 17 de Novembro do ano de 2008

Nunca pensei (quer dizer, até que pensei), mas, nunca me tinha sentido com a "coragem" suficiente para me aventurar por estes campos, sempre preferi percorrer outros campos.
Pergunto-me a mim próprio, de que falo eu?
Nem eu sei ao certo, no entanto, o que é certo é que me aventuro agora de uma forma inesperada pela escrita, sem que tenha pensado nestes dias fazê-lo, mas como em tudo na vida, o inesperado e a surpresa fazem parte e espreitam a cada curva da nossa existência.
Não falei em curva de forma ingénua, falei para "pegar" na palavra e dizer a mim próprio, sim reforço, a mim próprio, pois estas palavras são de mim para mim e em branco, passando como é óbvio por quem casualmente se cruze com elas e as leia, o que me vale no meio de tudo isto é que é um livro em branco, qualquer palavra ou frase que aqui seja lida é pura imaginação de quem abrir esta página, reafirmo, é um livro em branco e que estas palavras não têm qualquer linha (leia-se recta) de orientação, uma vez que desde os tempos em que me aventurava por linhas asfálticas negras em duas rodas, sempre preferi “queimar” pneus até ao limite nas curvas a rolar em velocidades loucas nas linhas (rectas).
Chamo-me a mim próprio Egocêntrico, pois na realidade é o que sou, um Egocêntrico, com tendência a mudar para "muito" Egocêntrico, quem é que escreve palavras em branco para si próprio? Só mesmo alguém como eu.
Não me posso esquecer da razão desta escrita em branco, um simples desafio transformado em presente que gostaria de considerar "envenenado", isto não se faz, muito menos a alguém que dá erros ortográficos, não sabe colocar pontuação nas frases e o mais grave de tudo, que coloca acentuação onde ela nem sequer existe, por tudo isto reafirmo que estou perante um presente envenenado.
Um presente máu. (esta palavra surgirá sempre em branco, como todas as outras, mas com acento, imagem de marca da minha escrita branca que é tudo o que há de máu, reforçando a fraca qualidade da mesma, só mesmo acentuando a palavra máu).

Leão Branco