Mont Blanc

Mont Blanc
Lisura

domingo, 30 de novembro de 2008

Eu sou um ...

(...)






Leão Branco

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"Lindinha" ... Volta a encostar-te a mim

Um verdadeiro hino de amizade...





Leão Branco

Sons de Liberdade

A noite que passou chegou até mim, com um Brilho diferente de todas as noites passadas, desde que de Branco resolvi pintar as páginas agora mais coloridas de meus dias.
Rumando com direcção predefinida, olhei o céu e lá estavas tu minha Luzinha, com teu Brilho intenso, tua Luz forte e Branca, como que a aquecer a noite fria e escura de Inverno.
Olhei atentamente o escuro do céu e reparei na temperatura de 5º que fazia lá fora, um frio cortante, que mais gélido se tornou, quando num olhar mais atento me deparei com aquilo em que nunca quis Acreditar...
Tu que sempre estiveste sozinha ou acompanhada pela grandeza de tua mãe...
Tu a quem um dia dei um nome de mulher, pela tua presença constante nas minhas noites, ora quentes de Verão, ora gélidas de Inverno, acompanhando-me sempre no queimar daquele último cigarro...
Tu que para mim eras o sinal da união, da sintonia, da cumplicidade e partilha...
Tu não estavas só, não eras apenas Tu, aquela que outrora me guiara e que agora me seguia, como querendo alertar-me para a novidade, neste rumo que eu já havia traçado.
Rumava eu agora a um lugar, em tempos companheiro de tantas noites, um lugar quente e acolhedor, um local onde sempre mas sempre consegui ver as minhas cores, em forma de notas musicais, bem ordenadas, ritmadas e o som de vozes alegres e despreocupadas.
Agora, hoje… Não eras apenas Tu, a teu lado surgia algo que me fez tremer, vacilar, porque me fez sentir só, como que um sinal de quebra de laços, para quem está atento a todos os pormenores que as coisas simples e únicas da vida nos proporcionam…
Foi então que vi… Vi uma outra Luz, um Brilho maior, como que anunciando a quebra de união que entre nós dois existia.
E foi, ao olhar essa Luz, pensando em tudo que me fazia crer que os dois éramos um só, unidos pela nossa Luzinha, a Ponte mais forte que sempre existiu entre nós, que tudo se desmoronou.
Aquelas duas almas que sempre senti gémeas, pela presença constante de uma simples Estrela, que há bem poucos dias se tinha revelado a mim como um ser maior e mais imponente com a descoberta de um planeta (Vénus) nela, voavam a sós, cada uma com seu Brilho próprio, apesar da mesma cor… Branca… Estavam agora separadas, adversando o frio e escuro deste Inverno, em que deviam aquecer-se pela sua União e Sintonia, contrariando todas as leis da natureza e esquecendo todos os pormenores, desde os mais simples actos de ternura aos grandiosos Momentos de Partilha.
Esses dois seres estavam agora separados, separados por uma distância cósmica, afastados pelas leis cruéis da natureza, só possíveis de assimilar por seres mais atentos.
Foi na presença dessas duas Luzes agora definitivamente separadas que percebi, o rumo que eu tinha traçado para a minha noite, continuava a ser seguido com a tua presença, no entanto uma presença mais distante, pois afinal percebi que Tu também tinhas encontrado um novo fôlego, que tu também tinhas encontrado forças para Voar, agora num Voo isolado, um Voo Livre, quiçá um Voo rumo à fusão com outra estrela, em que apenas e sempre só nos resta a esperança de um dia nossos Voos separados que agora assumimos, um dia quem sabe se possam cruzar…
Foi essa notícia amarga, ao mesmo tempo inteligível a Ponte para uma vontade imensa, um Desejo muito forte de estar no tal local simples, quente e acolhedor, companheiro de outros tempos, outras noites… De tantas 22.22h...
Coincidência ou talvez não, uma outra “Lindinha” me esperava, uma “Lindinha” despida e triste, ávida por um toque de Ternura, um Carinho, um Afecto que me fez respirar fundo, apertá-la junto ao meu peito, vesti-la de notas musicais e com ela Partilhar Momentos de Sublime sensação de Liberdade.
Depois pensei, hoje algo se separou de mim reforçando-me a ideia de um Voo Livre e solitário, mas, o mais marcante do meu hoje é que me reencontrei com o Brilho das cordas, o som dos acordes coloridos e o dedilhar de sons esquecidos na minha arca de memórias.
Hoje… O meu Branco tem som!


Leão Branco

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pássaro Livre

"... E uma asa voa a cada beijo teu, esta noite sou dono do céu e eu não sei quem te perdeu..."


Pássaro Livre

Um dia um Pássaro Livre resolveu voar só e para bem longe, num voo estonteante e completamente louco...
Quando esse voo a certa altura se tornou pesado demais, cansativo e sem rumo ou direcção, em vez de num último fôlego tentar voltar para trás...
Continuou, rumando ao infinito e desconhecido...
Até que, sem mais como para voar e extenuado...
Caiu... Caiu de uma altura imensa, uma altura como nunca pensara atingir nesse seu voo...
Caiu... Como as folhas castanhas de um Outono frio e cinzento...
Agora, não se mexia, não tinha força sequer para se levantar...
Já tão pouco pensava em voltar a voar, imaginava apenas tentar erguer-se e andar, andar com os pés bem assentes na Terra, por muito pouco que fosse...
Mas o corpo não tinha a ajuda da mente e o Pássaro estava imóvel, assim ficou...
Imóvel e com medo de ter de viver suportando o peso do seu próprio corpo...
Sentia que o seu peso próprio só por si já era difícil de suportar...
A sua tristeza era enorme e o Pássaro sentia-se refém de si mesmo...
Olhava as suas asas e via-as como se fossem as folhas caídas castanhas de Outono, um Outono frio e descolorido...
Mas, num último fôlego de sobrevivência, o Pássaro Acreditou...
Acreditou no Momento...
Acreditou na Partilha...
Acreditou na Sintonia...
Acreditou na Cumplicidade...
Acreditou em todas as Palavras únicas que um dia o fizeram voar livremente...
Acreditou e viu a Primavera no seu horizonte e com ela as suas cores, com ela as suas asas deixaram de ser castanhas e pesadas, com ela Acreditou que poderia voltar a voar...
Então, esquecendo esses tantos dias de bruma de um Outono pesado, encheu-se de coragem e quase que num último fôlego voltou a voar, num voo Livre, num voo de loucura saudável...
E hoje, voa Livremente...
Quem sabe rumo ao seu Sul, sem "des... Norte"...
Hoje é um Pássaro Livre.


Leão Branco

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Música

Sentando no quente de uma sala cheia de nada, esqueço o frio imenso que está lá fora e decido folhear o meu Livro em Branco com o que resta da Luz do dia, acrescentando-lhe mais uma página, mas, uma página que em tudo desejo que seja diferente.
Hoje li-te e reli-te...
Ao sentir a tua emoção e as lágrimas que escorrem pela amargura dos teus dias, lágrimas que sinto como se escorressem pela minha face, com um toque salgado tal lembrança de Oceano imenso, escrevo cores, hoje escrevo cores!!
Afinal o meu Livro em Branco também pode ter cores, aliás, ele pode ter tudo aquilo que eu quiser, é MEU, foi-me oferecido...
Resolvi dar-lhe um toque de cor, assim como pensei que apesar de não ser um Livro de Memórias, de apesar de ser de mim para mim, não posso deixar de ver nele as cores do passado, o passado é colorido, as páginas negras não fazem parte das memórias do passado, são apenas e simplesmente etapas de um crescimento do ser que sou, são essas páginas, por negras serem com letra negra, que hoje não consigo ler, onde simplesmente vejo e revejo em mim o ser que sou e todas as cores que me rodeiam.
Vou escrever sobre o passado, porque quero, porque tenho vontade, porque me dá prazer reviver algumas situações do passado e mais que tudo, porque o Livro é MEU e faço dele o que bem me entender.
Um dia sonhei ser músico, rock talvez... Deliciava-me horas a fio com a minha primeira guitarra, já quase a sério e amplificada, a tentar imitar as bandas rock Portuguesas que emergiam na altura, lembro as horas que passava em frente á janela, para ver-me como se de um espelho se tratasse, agarrado a algo que muitos anos mais tarde, com outra forma e sonoridade resolvi apelidar de minha "lindinha", era o meu bem mais precioso, apesar da falta de afinação das suas cordas, de não saber sequer um acorde musical, julgava-me nos palcos em altas guitarradas e sempre com a voz a cantar, como uma estrela rock.
Recordo as vezes sem conta que cantei os Cavalos de corrida, que de tanto serem "trauteados" coitados já deviam andar fartos de mim e cansados... E tantas outras músicas da época, onde tomei contacto com os Táxi, os GNR, os UHF, Rui Veloso, tantos outros e o Palma.
Não satisfeito com esta minha condição de músico de intervenção, leia-se intervenção o facto de simplesmente intervir estragando as músicas que em fundo passavam no Gira-discos do meu mano, a grande referência que tenho de fazer... O meu Mano, pois sem ele e sem a diferença de idade jamais um Puto como eu tomaria contacto com essa realidade musical.
E foi assim que resolvi aprender música, hoje agradeço a mim mesmo e a quem me incentivou e ajudou horas a fio com o maldito livro de solfejo o facto de ter assimilado este bem precioso, porque hoje ela continua a ser o meu fio condutor, a cor da minha vida.
Como diria o das "favas com chouriço": "Música, eu nasci p' música, para te ver sorrir e a cantar....".
E foi então que o Puto começou a tocar tudo o que era instrumento musical, começando na trompete, passando pelo saxofone, felizmente agarrando a bateria pois com ela descobri o mundo musical, foi ela que me fez saltar de garagem em garagem, ora ritmando cover's, ora batendo forte com o meu toque pessoal as musicas originais das bandas por onde passei...
Não satisfeito com o meu percurso musical, lembro bem o motivo mais forte que me fez voltar a estudar outro instrumento, resolvi recomeçar com a minha "lindinha", outra claro, mais robusta, com outra cor e sonoridade, esta já era a sério. E o motivo foi simples, para além de outros, como era possível transmitir toda a minha musicalidade na praia à noite com os amigos e noutros locais onde nos juntávamos... com uma bateria?
Tenho de voltar a agradecer a mim próprio, não existe maior satisfação para quem vive a música que agarrar numa viola e dedilhar os acordes daquele poema musicado que tanto gostamos, de partilhar com quem queremos esses momentos únicos... Nada melhor que nos momentos de solidão ter uma companheira "Linda" e que simplesmente está lá, sem cobrar, sem exigir, sem reclamar... E é com ela que hoje desabafo, a minha "Lindinha", como ela me compreende, como ela me deixa fazer brilhar quando estou só, porque hoje, ao contrário do tempo em que sonhava ser músico rock, em que tocava nas garagens, em que fiz o circuito dos bares, hoje é simplesmente só...E que grande companheira ela é... Tão Linda e com uma voz tão doce.
Como poderia esquecer-me destes pequenos pormenores, hoje que sei como se ergue um edifício de grandeza imponente, tijolo a tijolo, são milhares, mas colocados um a um... Tantos e tantos sacos de cimento um a um... As vigas e pilares de betão, todos um a um... Os operários que trabalham hora a hora, as mesmas horas todos os dias... Eu felizmente já vi como se erguem esses imponentes edifícios à custa de tantas pequenas coisas... E são todas estas pequenas coisas que me fazem sentir quem sou, nunca esquecendo o que fui...
São estas pequenas coisas que me mostram como se semeia uma grande amizade, se ergue um grande Amor... Que dão origem a duas palavras que Adoro...Momentos de Cumplicidade!


Leão Branco

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Bairro do amor

O branco seria menos branco sem o grande ...

Palma


"No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém

No bairro do amor o tempo corre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão
No bairro do amor há quem pergunte a sorrir:
Será que ainda cá estamos no fim do Verão?

Eh pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair um pouco
Eu sei que tu compreendes bem

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não há prisões nem hospitais
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais

Eh pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair um pouco
Eu sei que tu compreendes bem."


Grato Palma

Leão Branco

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

...

São 22.22h : )

Leão Branco

"Que nunca caíam as pontes entre nós"

Depois do que te escrevi, minha Luz que me guia a Sul, não posso deixar de colocar este vídeo, esta música fantástica que contigo quero Partilhar, estejas onde estiveres nesse teu Sul...



Leão Branco

Sul

Sul, eu tenho o meu Sul...
Tantas e tantas vezes, tantos e tantos seres ... Procurando um Norte, um rumo a seguir e eu insisto a Sul.
Quantas vezes me perco pelo Sul, a Sul ou com o Sul ... O meu Sul!
Como um Pássaro Livre que sou o meu rumo estará sempre a Sul.
Olho as pontes, obras imensas da Engenharia e todas elas, na sua grandiosidade me indicam um único caminho, o Sul...
Olho o Mar, como ouvi e li de um poeta, "perdi-me muitas vezes pelo Mar, como me perco no coração de alguns meninos...", como eu me perco tantas vezes pelo menino Mar, olhando o meu Sul...
Lá está ela a ponte que temos entre nós... Será uma ponte real? Confio e acredito que ela exista, mas existem tantas pontes que nos unem e nos separam, o Mar essa ponte imensa que tantas vezes nos uniu e hoje na sua imensidão nos separa, esse Mar a Sul que saboreávamos em nossos dias, que nos aproximava em tantas e tantas noites, noites quentes a Sul, noites "Tórridas" de Luz e Cor, como posso não lembrar essas tantas noites de um Sul que existe em todo o nosso "des...norte"...
Hoje quando olho o mesmo Mar, vejo um outro Sul, um Sul mais distante, um Sul diferente, por vezes nas ondas deste nosso Mar, vejo um Sul inquieto, repleto de emoções por viver, pleno de sensações que não vivemos, cheio de vontade de nos unir, quem sabe se as águas gélidas de inverno não trarão a este Mar o cheiro do teu ser e o sabor desse teu Sul?
Quem sabe, se o Sul em forma de Continente, ou a Sul de um Continente...
Quem sabe, se o Sul estará presente, ou se o Sul unirá "a...gente"...
Quem sabe? Tu sabes, tu que estás, estiveste e um dia estarás a Sul, neste outro Sul, este Sul que nos uniu, este Sul que nos separou... Tu sabes, afinal, eu disse-te um dia, lembras?
Eu disse-te um dia que escreveria para Sul, para ti que estás noutro Sul, mas, insisto e insisto com outro poeta: "...que nunca caíam as Pontes entre nós...".
E são para ti, tu que estás num Sul que não é o meu Norte, ou a Norte do Sul que eu procuro, que são estas palavras, afinal aquele Egocêntrico que eu sou, também pensa noutros seres ÚNICOS e MARAVILHOSOS, mesmo que as pontes não se ergam nos locais apropriados e que o teu e o meu Sul sejam diferentes...

Um beijo a SUL

Leão Branco

Música única ... Partilha imensa




Leão Branco

Partilha (3)


Aceite o presente, publicado e PARTILHADO : )
Leão Branco

domingo, 23 de novembro de 2008

22.22h

Eram 22.22h....

Leão Branco

Partilha (2)

Viver por vezes não é fácil, muito menos lidar com certas situações com que somos confrontados, mais difícil se torna saber e ter de lidar com a doença, partilho esta palavra bem forte hoje, doença, pois tenho de conviver com ela e conseguir lidar com a sua existência.
É duro, pelo menos para mim foi, o dia em que somos confrontados com algo que julgamos sempre apenas acontecer aos outros, mais duro se torna quando a revelação é bombástica e mesmo que pensemos que somos fortes e estamos preparados para tudo na vida, o nosso castelo de areia que com tanto carinho construimos ao longo dos anos, é destruído por uma onda vigorosa e demolidora.
Mais difícil se torna quando a areia é escassa e a vontade de reconstruir castelos de areia se confunde com a vontade de ocultar e negar a existência da palavra.
Doença, lidar com, conviver com, partilhar com quem?, são horas de confusão e agonia que nos confundem e se não formos fortes, nos afundam.
Grave não é descobrir que ela existe, agora saber que seremos acompanhados por ela o resto da vida, pode-se tornar violento, saber que não mata mas consome, saber que não destroi mas devora os nossos pensamentos... É complicado.
Depois surgem as dúvidas, a pesquisa incessante sobre as causas, a origem e a forma de lidar com...
A seguir a revelação, os próximos, aqueles que sentem o mesmo sangue a correr nas veias, e que estão lá sempre, que vivem as alegrias como se deles fossem e se consomem na tristeza quando ela é partilhada.
Como dizia o poeta: "felizes dos ignorantes que não sabem quando vão morrer". E é aí que vou buscar esta força, afinal sou IGNORANTE, pois sei que com ela eu vou VIVER.
Hoje sinto-me mais aliviado, consigo falar dela comigo próprio como se tratasse de algo vulgar, algo com o qual aprendi a lidar, é claro que penso que o sei fazer, mas na realidade ninguém sabe lidar com o inesperado, convenço-me que estou preparado...Será que estou?
Pelo menos sinto-me preparado para Partilhar, algo que faço aqui para mim mesmo, porque estando preparado para mim, estarei para o mundo.
Nestas noites em Branco, pode não parecer, mas tenho-me confrontado várias vezes a mim próprio com o vazio não branco que é a revelação das nossas fraquezas.
Hoje Partilho... Mas também Partilho que vou VIVER... E como dizia outro poeta: "Vou viver, até quando eu não sei, não importa o que direi, quero é VIVER..."

Leão Branco


Sintonia

Adoro palavras, fortes, com sentimento e cumplicidades...
Das palavras mais fortes que com o decorrer dos meus dias em Branco se cruzaram comigo, foi a palavra SINTONIA, pelo seu sentido e pela sua força.
Uma palavra que nunca achei grande piada e então depois do livro que felizmente fui a tempo de não ler, aconselhado por quem teve o desgosto de o ler, é a palavra coincidência(s), no entanto dou várias vezes comigo a pensar em certos detalhes que me levam a pensar e render-me ao facto de que afinal existem sim, contrariando o titulo do dito, uma vez que o que lá está dentro não faz parte da minha consciência, conheço e superficialmente a capa, aliás eu sou um leitor de ... capas, pois o tempo para folhear desenfreadamente conteúdos é escasso.
Pois é, sendo ou não coincidências existem situações que no mínimo se assemelham estranhas no meu dia à dia. Uma delas hoje causou-me uma sensação de estupefacção, dei por mim numa estação de serviço, a colocar os diversos parâmetros daquilo que apelidam computador de bordo dos carros, que simplesmente se limitam a dar médias, horas e temperaturas, mas insistem em dar-lhes esse nome, não sei que nome darão no dia em que nos permitam aceder ao email, aceder a páginas web ou comunicar via msn, fica a pergunta: Que nome lhe vão dar?
Como sempre quando tento ordenar algumas palavras em branco, o caminho foge-me e acabo por entrar por ruas sem saída e voltar atrás na brancura dos meus pensamentos (por vezes penso).
Ah! Ok... Estava eu a colocar os tais parâmetros em branco, quando dei com as horas de viagem, que não sei quando coloquei pela última vez em branco, mas para meu espanto lá estava algo que me persegue, não sei como nem porquê, mas na realidade me persegue, um número, um simples número, ligado a horas e minutos, quantas vezes me lembro desta hora do dia, as centenas de dias em que dei por mim a olhar um relógio de carro, de pulso, de cozinha ou de mesa de cabeceira e este número lá estava, um simples número, para não falar das vezes em que partilhei esta hora em sintonia com ELA ... Sim, foi uma partilha intensa e ela esteve sempre lá a esta hora do dia, a minha ... Luzinha. E sempre foi esta a hora em que desejei chegar ao rumo que sempre quis... Partilho a Sintonia: 22.22h.
Acabo de com esta coincidência usar e abusar da palavra que me trás aqui hoje, a palavra forte que tem estado bem acompanhada aqui por outra igualmente forte e que ambas Adoro, Sintonia e Partilha, para mim juntas são uma explosão de emoções.
Recordo agora uma das primeiras vezes que em branco escrevi para mim, lá estava o
número...22.22h.
E assim aqui estou eu ás voltas com duas palavras, fortes e únicas, como que com vida própria.
A sintonia que me acompanha em tantos detalhes da minha vida e a partilha que quero fazer a mim próprio.
Na minha viagem à dois dias rumo a sul, senti o vazio, mas não o vazio branco que tanto gosto e sim um vazio negro e triste, só que ontem fez-se Luz na minha noite e descobri o engano enorme em que vivi os últimos anos, afinal tenho de agradecer e acreditar que realmente estava errado, não no rumo a seguir, mas em quem pensava seguir.
A minha Luzinha na realidade indica-me um caminho, que pode ser a sul ou simplesmente o rumo que deseje dar a mim próprio em branco, agora a grande partilha e revelação é que a minha Luzinha afinal não é uma simples estrela como eu pensava e que não me importava nada que assim fosse, simples, com seu brilho intenso e branca, ela decidiu ser algo mais grandioso e revelar-se como um planeta, (aqui reside a minha ignorância em astronomia), grandioso e com nome bastante forte também... VÉNUS ... Obrigado por seres ainda mais importante do que eu pensava, assim fazes-me sentir ainda mais Branco, um Branco enorme.
Existem de facto noites Brancas fantásticas, noites de Partilha e Sintonia... Obrigado ... Por existires, Obrigado por revelares Vénus na minha ignorância.
Contuinuarás a ser a minha Luzinha ... Brilha e encanta o céu como sempre o fizeste.

Um beijo especial para ti hoje...

Leão Branco

sábado, 22 de novembro de 2008

Luzinha

Escrevo para me recordar de quem sou e porque o sou...
Um Pássaro Livre, branco ...
Há uma semana atrás, não pensava sentir a vontade de estar aqui a esta hora a escrever, mas, depois do voo solitário que percorri, não tenho outra opção senão encontrar-me comigo, preciso de me encontrar comigo, aqui e agora.
Pergunto-te, onde estiveste hoje, porque não te vi?
Hoje que precisava da tua "Luz" branca, não estiveste lá...
Hoje percebi como tenho estado errado este tempo todo, afinal quando pensava que me guiavas nos meus voos solitários ruma a sul, eram voos de ilusão, quem sabe sonhos que por vezes me faziam sentir acordado e guiado na direcção oposta. Hoje que tanto te procurei no negro do céu, fizeste-me sentir as "asas" a tremer, fizeste-me desacreditar da minha própria condição, mas não, recusei-me a aceitar... Sou e continuarei a ser um Pássaro Livre!
Escrevi mesmo apenas para me recordar da minha condição e não deixar de ser em Branco.
Apesar de tudo, insisto e sei que estás lá agora, Branca e Pura, a minha orientação é que andava errada, por isso, vou ver-te mais uma vez, como sempre o fiz e não penso deixar de fazer, queimando mais um de muitos últimos cigarros do dia, sabendo que tu sabes, que mesmo que um dia me liberte do vício de queimar, jamais me libertarei do Brilho que me faz todas as noites te admirar.
"Luzinha"... Amanhã promete voltar!

Leão Branco

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Partilha (1)

Hoje sinto-me cansado, sentado em algo branco, rodeado de azulejos de cerâmica barata e branca, algures no meio do nada (branco) num quarto de hotel de beira de estrada, visão demasiado negra para a brancura dos meus dias, resta-me a visão dos lençóis brancos onde me irei repousar, por poucas horas esperando que o fim de semana chegue para algum merecido descanso.
Não pensei escrever, afinal eu não me obrigo a mim próprio a nada, muito menos escrever para mim todos os dias, no entanto senti que tinha algo para me dizer depois dos finos e da minha bebida de eleição que saboreei após mais um jantar fora de horas, como todos desta semana. Afinal o que é que se bebe aqui? Óbvio, Licor Beirão...mas, com muito gelo.
Sinto que estou num Pais distante, afinal a diferença horária entre o sul e o norte, na realidade existe, dou por mim a jantar ás 23.00h e a almoçar ás 15.00h todos os dias, o único e grave problema é que aquela invenção "maravilhosa" que nos faz estar todos contactáveis a qualquer hora do dia ou da noite, que tem toques polifónicos e outras coisas que tais, afinal não serve só para comunicar e ouvir as vozes sensuais das meninas "operadoras" móveis, até já me perguntei se a menina não é a mesma? São tão semelhantes, e deveras sensuais, não fosse eu repetir-me e diria que são vozes "tórridas", como eu gosto desta palavra e de partilha-la comigo próprio. Como é normal a esta hora ou a qualquer hora, perco-me na escrita, mas, como escrevo em branco, entendo-me sempre. Na realidade o que quero dizer-me, é que o filho da "Vodafone" acorda-me todos os dias ás 7.30h, mesmo quando me faltam quase duas ou três horas de sono.
Ah! Já sei o que queria dizer-me, ou questionar a mim próprio, será que essa(s) menina(s) dos operadores é a mesma que me conduz todos os dias aquela estrada que não leva a lado nenhum e que eu insisto em tentar chegar a algum lado por ela, é que na realidade falta alguma informação aquela menina, mas ela também não deve ter a culpa, já não lhe basta atender tantas chamas por dia, ainda a obrigaram a decorar o nome de tantas ruas, estradas, lugares e outras coisas mais, é lógico que por vezes deve dar-lhe uma branca. É por isso que eu não lhe chamo GPS, mas pelo verdadeiro nome: GWP (Global Withe Position).
Será que finalmente amanhã rumo a sul? Já me pergunto á três dias, será hoje? Espero que sim.
Pergunto-me também, será que a menina já decorou o nome daquela povoação que por acaso passei ao lado quando rumei a norte, será que a menina com tal voz sensual sabe onde fica "Amor"? Para cima não sabia, talvez para baixo, já que dizem que todos os Santos ajudam, nada como "Acreditar", uma palavra bem forte, como tantas outras que eu aprecio.
Entretanto olho o céu, algo que faço e aprendi a gostar de o olhar todas as noites antes de deitar, sei o porquê, não sei é porque insisto em fazê-lo, mas faço.
E lá está ela, hoje sozinha, envolta no seu brilho imenso de "Luzinha" sempre acesa na minha vida, como que me indicando constantemente o meu rumo, esta sim "Luzinha" é o meu verdadeiro GPS, é ela que me acompanha e me guia oferecendo-me o branco ás minhas noites, com ela não tenho medo de me perder, por ela já muitas vezes me perdi...A mãe hoje não está!
E eu, como sempre e já há muito tempo insisto em partilhar com ela um último cigarro, não para queimar o passado que ela me guarda, mas na insistência contínua de acender o futuro.
Tem uma boa noite "Maria da Luz", minha "Luzinha Branca", PARTILHA esta noite tranquila comigo. Um beijo em teu Branco.

Leão Branco

Branco (2)

Aqui estou eu, em branco, mais uma noite algures num quarto de hotel de beira de estrada, mas não a tal, essa estrada é bem dificil de percorrer ...


Leão Branco

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O tempo não pára

"..."

Leão Branco

Branco (1)

É isso mesmo, é um texto em branco.
Confesso que esta brincadeira se torna engraçada, ter um livro em branco onde posso confessar a mim mesmo, o nada que faço no vazio dos meus dias.
Como todos os dias deste livro, que são apenas dois, nada fiz de relevante, mas na realidade algo fiz, afinal respirar pode ser uma trabalheira infernal, então se estivermos com a cabeça debaixo de água, digo por experiência própria, é complicadíssimo.
Não me posso assustar a mim próprio, acalmo-me porque de facto não estou de baixo de água e sim bem acima dela, se considerar que o que para mim é água, são as águas "tórridas", adoro esta palavra, bem, na realidade confesso a mim mesmo que tudo o que é "tórrido" é saudável, não há nada melhor que uma bela "torr...ada" pela manhã, cheia de manteiga a derreter nos dedos...., Melhor parar, que aínda agora jantei, entretanto e como normalmente quando tento escrever algo para mim em branco, dá-me uma branca e acabo por perder-me entre vírgulas e palavras mal acentuadas, que teimo em não corrigir. MÁU, agora perdi-me mesmo, afinal onde me encontro? Sentado, claro (leia-se branco), algures num quarto de hotel... ah!! Já sei, falava de algo "tórrido", sim bem "tórrido", as águas que ficam lá em baixo, não aqueles que se escondem por debaixo do local onde estou, mas as outras muito mais a sul, essas sim são as "tórridas".
Isto de escrever a palavra "tórrido" a esta hora é muito complicado, está na hora de subir de novo ao Mont Blanc e arrefecer as ideias, no entanto pergunto-me, porque será sempre tão complicado respirar com a cabeça debaixo de águas "tórridas"?
Vou pensar nisso na varanda ao frio, fumando um cigarro e arrefecendo qualquer ideia mais TÓRRIDA.

Leão Branco

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O dia

Depois de escrever o título do que em branco desejava escrever para mim, simplesmente algo sobre o meu dia, é que me apercebi da força do título que "introduzi" na caixinha de diálogo.
Não quero escrever para mim sobre o meu passado, não que tenha algo para "encriptar", mas como disse um dia alguém que conheci: "O passado? O passado é passado, já não me lembro, perguntem-me o que vou fazer a seguir".
Assim pensava estar eu, quando resolvi escrever estas palavras, no entanto veio-me à lembrança outro tempo, o tempo em que escrevia não sobre o meu dia, mas praticamente todos os dias, o tempo em que pensava que que as minhas palavras tinham mais força quando escritas em rimas ordenadas a que eu julgava sentir na sua essência poesia.
E, foi nesse tempo, no tempo em que sonhar acordado me era permitido, dedilhando a minha "lindinha" que escrevi numa rima forte e sentida "o dia", um dia que nunca existiu e que nunca deixará de existir, afinal é passado.
Depois de mais um branco dia (não consigo evitar a palavra), meti-me á estrada, foram mais de 300 km de negro sob e sobre o meu carro, enfim, estava destinado à bruma, mas o branco ajudou-me e consegui afastar-me da escuridão, afinal o branco está sempre comigo, (um grande bem haja para a palavra branco), no betuminoso sempre alguns traços brancos que me guiavam na sua contínua insistência de me manter no rumo traçado, no céu, lá estavam elas, mãe e filha de branco vestidas a seguir o meu caminho, como que me fazendo sentir a sua protecção. [longe de mim a ideia de ser poético, mas um dia (de novo a palavra), terei de escrever sobre elas].
Quando a meio deste percurso, diferente de tantos outros rumo ao mesmo destino, optei por uma alternativa, deparo-me com algo que não sei como é ou o que seja, mas, hoje sei onde fica.
Uma simples placa, por sinal branca, de saída de uma Autoestrada qualquer, com um nome: "Amor".
Fiquei sem reacção, desconhecia, mas no fundo não sabendo como é, sabia que existia, estava ali mesmo numa saída de autoestrada, uma simples viragem á direita no meu caminho e eu segui as linhas brancas rumo ao meu destino, que já tinha sido planeado, sendo guiado pela voz sensual da Catarina: "à frente mantenha-se na faixa da esquerda", lá segui a minha viagem...
Cheguei ao meu destino, ás 22.22h deste dia, ironia do destino e coincidências apenas com o passado ... Em branco.

Leão Branco

Mont Blanc, 17 de Novembro do ano de 2008

Nunca pensei (quer dizer, até que pensei), mas, nunca me tinha sentido com a "coragem" suficiente para me aventurar por estes campos, sempre preferi percorrer outros campos.
Pergunto-me a mim próprio, de que falo eu?
Nem eu sei ao certo, no entanto, o que é certo é que me aventuro agora de uma forma inesperada pela escrita, sem que tenha pensado nestes dias fazê-lo, mas como em tudo na vida, o inesperado e a surpresa fazem parte e espreitam a cada curva da nossa existência.
Não falei em curva de forma ingénua, falei para "pegar" na palavra e dizer a mim próprio, sim reforço, a mim próprio, pois estas palavras são de mim para mim e em branco, passando como é óbvio por quem casualmente se cruze com elas e as leia, o que me vale no meio de tudo isto é que é um livro em branco, qualquer palavra ou frase que aqui seja lida é pura imaginação de quem abrir esta página, reafirmo, é um livro em branco e que estas palavras não têm qualquer linha (leia-se recta) de orientação, uma vez que desde os tempos em que me aventurava por linhas asfálticas negras em duas rodas, sempre preferi “queimar” pneus até ao limite nas curvas a rolar em velocidades loucas nas linhas (rectas).
Chamo-me a mim próprio Egocêntrico, pois na realidade é o que sou, um Egocêntrico, com tendência a mudar para "muito" Egocêntrico, quem é que escreve palavras em branco para si próprio? Só mesmo alguém como eu.
Não me posso esquecer da razão desta escrita em branco, um simples desafio transformado em presente que gostaria de considerar "envenenado", isto não se faz, muito menos a alguém que dá erros ortográficos, não sabe colocar pontuação nas frases e o mais grave de tudo, que coloca acentuação onde ela nem sequer existe, por tudo isto reafirmo que estou perante um presente envenenado.
Um presente máu. (esta palavra surgirá sempre em branco, como todas as outras, mas com acento, imagem de marca da minha escrita branca que é tudo o que há de máu, reforçando a fraca qualidade da mesma, só mesmo acentuando a palavra máu).

Leão Branco