É isso mesmo, é um texto em branco.
Confesso que esta brincadeira se torna engraçada, ter um livro em branco onde posso confessar a mim mesmo, o nada que faço no vazio dos meus dias.
Como todos os dias deste livro, que são apenas dois, nada fiz de relevante, mas na realidade algo fiz, afinal respirar pode ser uma trabalheira infernal, então se estivermos com a cabeça debaixo de água, digo por experiência própria, é complicadíssimo.
Não me posso assustar a mim próprio, acalmo-me porque de facto não estou de baixo de água e sim bem acima dela, se considerar que o que para mim é água, são as águas "tórridas", adoro esta palavra, bem, na realidade confesso a mim mesmo que tudo o que é "tórrido" é saudável, não há nada melhor que uma bela "torr...ada" pela manhã, cheia de manteiga a derreter nos dedos...., Melhor parar, que aínda agora jantei, entretanto e como normalmente quando tento escrever algo para mim em branco, dá-me uma branca e acabo por perder-me entre vírgulas e palavras mal acentuadas, que teimo em não corrigir. MÁU, agora perdi-me mesmo, afinal onde me encontro? Sentado, claro (leia-se branco), algures num quarto de hotel... ah!! Já sei, falava de algo "tórrido", sim bem "tórrido", as águas que ficam lá em baixo, não aqueles que se escondem por debaixo do local onde estou, mas as outras muito mais a sul, essas sim são as "tórridas".
Isto de escrever a palavra "tórrido" a esta hora é muito complicado, está na hora de subir de novo ao Mont Blanc e arrefecer as ideias, no entanto pergunto-me, porque será sempre tão complicado respirar com a cabeça debaixo de águas "tórridas"?
Vou pensar nisso na varanda ao frio, fumando um cigarro e arrefecendo qualquer ideia mais TÓRRIDA.
Leão Branco
Mont Blanc
Lisura
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)


1 comentário:
Fica em branco, como ficou hoje meu "mau" hábito...
Beijo.
*
Q.
Enviar um comentário