Mont Blanc

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Lisura

domingo, 23 de novembro de 2008

Partilha (2)

Viver por vezes não é fácil, muito menos lidar com certas situações com que somos confrontados, mais difícil se torna saber e ter de lidar com a doença, partilho esta palavra bem forte hoje, doença, pois tenho de conviver com ela e conseguir lidar com a sua existência.
É duro, pelo menos para mim foi, o dia em que somos confrontados com algo que julgamos sempre apenas acontecer aos outros, mais duro se torna quando a revelação é bombástica e mesmo que pensemos que somos fortes e estamos preparados para tudo na vida, o nosso castelo de areia que com tanto carinho construimos ao longo dos anos, é destruído por uma onda vigorosa e demolidora.
Mais difícil se torna quando a areia é escassa e a vontade de reconstruir castelos de areia se confunde com a vontade de ocultar e negar a existência da palavra.
Doença, lidar com, conviver com, partilhar com quem?, são horas de confusão e agonia que nos confundem e se não formos fortes, nos afundam.
Grave não é descobrir que ela existe, agora saber que seremos acompanhados por ela o resto da vida, pode-se tornar violento, saber que não mata mas consome, saber que não destroi mas devora os nossos pensamentos... É complicado.
Depois surgem as dúvidas, a pesquisa incessante sobre as causas, a origem e a forma de lidar com...
A seguir a revelação, os próximos, aqueles que sentem o mesmo sangue a correr nas veias, e que estão lá sempre, que vivem as alegrias como se deles fossem e se consomem na tristeza quando ela é partilhada.
Como dizia o poeta: "felizes dos ignorantes que não sabem quando vão morrer". E é aí que vou buscar esta força, afinal sou IGNORANTE, pois sei que com ela eu vou VIVER.
Hoje sinto-me mais aliviado, consigo falar dela comigo próprio como se tratasse de algo vulgar, algo com o qual aprendi a lidar, é claro que penso que o sei fazer, mas na realidade ninguém sabe lidar com o inesperado, convenço-me que estou preparado...Será que estou?
Pelo menos sinto-me preparado para Partilhar, algo que faço aqui para mim mesmo, porque estando preparado para mim, estarei para o mundo.
Nestas noites em Branco, pode não parecer, mas tenho-me confrontado várias vezes a mim próprio com o vazio não branco que é a revelação das nossas fraquezas.
Hoje Partilho... Mas também Partilho que vou VIVER... E como dizia outro poeta: "Vou viver, até quando eu não sei, não importa o que direi, quero é VIVER..."

Leão Branco


2 comentários:

Lua Azul disse...

O mais importante é:
AMARMO-NOS a nós próprios aceitarmo-nos como somos, com as nossas virtudes e defeitos, se bem que, sempre que pudermos devemos saber poli-los para evitar que as arestas cortantes possam ferir alguém...

Quando aprendemos a AMAR viver, conseguimos ultrapassar uma série de contrariedades umas a ver conosco e outras não... Basta para isso pensarmos que VIVER vale a pena, aprendemos tanto e temos tanto para dar e receber também...
Com tudo isto vamos enchendo a ALMA de graça plena!

Com pensamentos POSITIVOS conseguimos afastar os medos, as raivas, os negros, as inquietudes e todas as "maleitas" do Universo. Basta para isso ACREDITAR que somos CAPAZES de ultrapassar os obstáculos, os caminhos sinuosos e esburacados com que nos vamos deparando. Dessa forma virão até nós mais facilmente as cores, os brilhos e as respostas, conseguiremos fortalecermo-nos e PARTILHAR em SINTONIA todos os momentos da vida.


Kisses

L.A.

M. disse...

A Partilha era de ti para ti...
Ainda assim, obrigada por mais um bocadinho do conteúdo desta palavra.
Sim, partilha tem também cor e cheiro neste meu cérebro tortuoso! : )

Beijo, K.
E sorriso amplo...

*

Q.