Já passa da meia-noite, significa que este é o último (LAST) dia do ano...Irra, Urra... Até que enfim...
E doido para que chegue a meia-noite de novo, não que esteja virado para a festa, simplesmente (LEAST) para que o virar de página se dê...
Quase de certeza que não volto a escrever este ano, chega de vazio e de falta de cor (LOST), desejo sinceramente que algum fogo de artificio que se cruze com a minha noite, me incentive para a Luz e Cor do novo ano...
Queimo um cigarro e fecho o Livro de Branco em 2008.
Até para o ano : )
Happy new year
Leão Branco
Mont Blanc
Lisura
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Ano a chegar ao fim
É verdade, contrariando todos os pensamentos que me assolaram nos últimos tempos, lá fui eu...
Entrei no corrupio desenfreado daqueles que passam simplesmente por passar, juntei-me a eles e lá fui, levado pela corrente de ansiedade desta época...
Desci pela rampa, a pé, contrariando todos aquelas que se aglomeravam entre a escada rolante e os elevadores, afinal, o tempo não pára, mas também não corre assim tão depressa que seja necessário acelerar o nosso passo rumo ao novo ano que aí vem...
Atento a todos os pormenores, reparo que os minutos continuam a ter 60 segundos e que esta hora que tenho para mim, continua a estar repleta de minutos que ao todo também teimam em ser 60, pelo que o meu ritmo sou eu que o defino e não a multidão.
Na verdade, pensava fazer algo diferente, quem sabe despido daquilo, que todos os anos e repetidamente nos leva ás lojas de roupa interior, procurando aquela peça intima azul, que depois nunca mais se volta a vestir, pois, raras são as vezes que ainda existe o nosso numero, ou um modelo que seja do nosso agrado...
Teimosamente insistimos em comprar, na esperança de que a sorte venha a envolver as nossas partes mais intimas em tons de azul.
Não era minha intenção fazê-lo, até pensei não envolver aquilo que de mais intimo tenho, num tecido qualquer em tom de azul, pensava até cruzar a meia noite, com umas boxer's cor de pele, que os meus Pais fizeram o favor de me oferecer no dia em que nasci, que insistem em estar sempre na moda, sem que a cor desapareça com as milhares de lavagens que tiveram e que com o passar dos anos teimam em adaptar-se a todas as alterações de crescimento, crescimento esse em todos os sentidos e direcções, como é óbvio...
Pensando em tudo isso e muito mais que para aqui não é chamado, lá resolvi não ser diferente, a muito custo, mas resolvi...
Calmamente percorri os corredores, com a certeza dos locais onde tal "adorno" de fim de ano existia, é que pela presença massiva de mulheres dá para perceber que é naquela direcção.
Resolvi, a medo entrar, penso que não há um único Homem que se sinta bem no meio de tanta tanga, fio, asa delta ou sei lá mais o quê, para não falar nos "soutien" ou "bras", ou sei lá como se escreve, camisolinhas e tantas rendinhas que um Homem até se assusta...
Afinal, eu não sou como todos os Homens, pensei para comigo e lá entrei de cabeça erguida e senhor da missão que ali me levava, claro que sentindo-me observado e aproveitando também para observar, não é todos os dias que se vai a uma concentração de mulheres, muito menos todas elas a anunciarem a roupa interior que apreciam e aquela que vão vestir no final do ano...
Conclusão das conclusões acerca da multidão feminina presente: Todas procuram algo diferente, mas acabam todas por optar por serem iguais ás demais.
A outra conclusão que tiro, é que o asa delta apesar de ser um "desporto" um tanto ou quanto arriscado, pensava eu, faz furor entre as mulheres e nesta época, de preferência com a "vela" azul : )
Depois de todo este meu lado observador, desta autêntica despedida de solteiras ás compras, resolvi virar-me então para aquele cantinho muito pequenino, que era nem mais, o motivo da minha presença naquele antro de "perversão", sim, é um cantinho mesmo muito pequenino e detestável, que falta de gosto têm os designer's (se é que se podem chamar assim), de roupa interior para Homens, ele é patinhos, cãozinhos... São tantos "inhos" que até incomoda ser Homem num local de culto como este para as mulheres.
AH!! Lá estavam no canto, mesmo no canto do cantinho, as tais, as que eu precisava, simplesmente pela cor, pois o resto nem comento...
Solicitei então o meu numero...
Claro, como se já não estivesse escrito nas estrelas, "não há".
PORRA...
É todos os anos a mesma M.....A...
Será que este fim de ano vou passar com eles apertados ou vou decidir que sejam largos?
Bem, pensando no sofrimento que foi com eles apertados nos últimos dois anos, quero os largos...
E lá vieram eles, largos, quer dizer, muito largos...
Mas não faz mal, afinal são azuis e diferentes dos dos outros anos, pode ser que com este azul dê mais sorte...
Fica aqui uma promessa, de mim para mim:
Ou arranjam algo decente do meu número para o ano que vem, ou eu uso aquelas boxer's de quando nasci, em ultimo caso vestirei Brancas, porque o Branco tem tudo a ver comigo : )
Leão Branco
Entrei no corrupio desenfreado daqueles que passam simplesmente por passar, juntei-me a eles e lá fui, levado pela corrente de ansiedade desta época...
Desci pela rampa, a pé, contrariando todos aquelas que se aglomeravam entre a escada rolante e os elevadores, afinal, o tempo não pára, mas também não corre assim tão depressa que seja necessário acelerar o nosso passo rumo ao novo ano que aí vem...
Atento a todos os pormenores, reparo que os minutos continuam a ter 60 segundos e que esta hora que tenho para mim, continua a estar repleta de minutos que ao todo também teimam em ser 60, pelo que o meu ritmo sou eu que o defino e não a multidão.
Na verdade, pensava fazer algo diferente, quem sabe despido daquilo, que todos os anos e repetidamente nos leva ás lojas de roupa interior, procurando aquela peça intima azul, que depois nunca mais se volta a vestir, pois, raras são as vezes que ainda existe o nosso numero, ou um modelo que seja do nosso agrado...
Teimosamente insistimos em comprar, na esperança de que a sorte venha a envolver as nossas partes mais intimas em tons de azul.
Não era minha intenção fazê-lo, até pensei não envolver aquilo que de mais intimo tenho, num tecido qualquer em tom de azul, pensava até cruzar a meia noite, com umas boxer's cor de pele, que os meus Pais fizeram o favor de me oferecer no dia em que nasci, que insistem em estar sempre na moda, sem que a cor desapareça com as milhares de lavagens que tiveram e que com o passar dos anos teimam em adaptar-se a todas as alterações de crescimento, crescimento esse em todos os sentidos e direcções, como é óbvio...
Pensando em tudo isso e muito mais que para aqui não é chamado, lá resolvi não ser diferente, a muito custo, mas resolvi...
Calmamente percorri os corredores, com a certeza dos locais onde tal "adorno" de fim de ano existia, é que pela presença massiva de mulheres dá para perceber que é naquela direcção.
Resolvi, a medo entrar, penso que não há um único Homem que se sinta bem no meio de tanta tanga, fio, asa delta ou sei lá mais o quê, para não falar nos "soutien" ou "bras", ou sei lá como se escreve, camisolinhas e tantas rendinhas que um Homem até se assusta...
Afinal, eu não sou como todos os Homens, pensei para comigo e lá entrei de cabeça erguida e senhor da missão que ali me levava, claro que sentindo-me observado e aproveitando também para observar, não é todos os dias que se vai a uma concentração de mulheres, muito menos todas elas a anunciarem a roupa interior que apreciam e aquela que vão vestir no final do ano...
Conclusão das conclusões acerca da multidão feminina presente: Todas procuram algo diferente, mas acabam todas por optar por serem iguais ás demais.
A outra conclusão que tiro, é que o asa delta apesar de ser um "desporto" um tanto ou quanto arriscado, pensava eu, faz furor entre as mulheres e nesta época, de preferência com a "vela" azul : )
Depois de todo este meu lado observador, desta autêntica despedida de solteiras ás compras, resolvi virar-me então para aquele cantinho muito pequenino, que era nem mais, o motivo da minha presença naquele antro de "perversão", sim, é um cantinho mesmo muito pequenino e detestável, que falta de gosto têm os designer's (se é que se podem chamar assim), de roupa interior para Homens, ele é patinhos, cãozinhos... São tantos "inhos" que até incomoda ser Homem num local de culto como este para as mulheres.
AH!! Lá estavam no canto, mesmo no canto do cantinho, as tais, as que eu precisava, simplesmente pela cor, pois o resto nem comento...
Solicitei então o meu numero...
Claro, como se já não estivesse escrito nas estrelas, "não há".
PORRA...
É todos os anos a mesma M.....A...
Será que este fim de ano vou passar com eles apertados ou vou decidir que sejam largos?
Bem, pensando no sofrimento que foi com eles apertados nos últimos dois anos, quero os largos...
E lá vieram eles, largos, quer dizer, muito largos...
Mas não faz mal, afinal são azuis e diferentes dos dos outros anos, pode ser que com este azul dê mais sorte...
Fica aqui uma promessa, de mim para mim:
Ou arranjam algo decente do meu número para o ano que vem, ou eu uso aquelas boxer's de quando nasci, em ultimo caso vestirei Brancas, porque o Branco tem tudo a ver comigo : )
Leão Branco
Só para me lembrar
Agora que o ano está a terminar, não há melhor altura para deixar as marcas de 2008 no passado deste Livro em Branco, pois daqui para a frente irá encher-se de cores, de sons e BRILHO : )
Não, não vou esquecer outras palavras que escrevo a Bold...
Será um ano de ACREDITAR
Será um ano de PARTILHA
Será um ano de LUZ
(...)
Leão Branco
Não, não vou esquecer outras palavras que escrevo a Bold...
Será um ano de ACREDITAR
Será um ano de PARTILHA
Será um ano de LUZ
(...)
Leão Branco
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Eu quero um Nókia N96 (ou será N95?)
Aqui estou eu de volta e para refilar, como diria alguém que escreve por aqui, sou um "refilono(a)"...
Quando iniciei esta colheita de pensamentos meus e brancos, a intenção não era colorir, seria sempre para ficar em branco, no entanto, com o passar dos dias, aliado a uma visão mais colorida da vida, resolvi que deixaria que o Branco se fosse acostumando à ideia de ser rodeado por diversas cores, cores essas que podiam ser imagens, músicas ou simplesmente um vazio colorido...
Mas aqui é que entra a parte do "refilono", claro que sabendo como eu sou e o que penso dele, por mais que lhe pedisse, o homem da barba Branca, não me ia trazer nada... É o que dá ser como sou.
Mas precisava tanto dele...
É que o meu N70, está tão cansado e tão farto de andar aos tombos, que resolveu bloquear a toda a hora e não ligar ao pc para passar as fotos...
Posto isto, grande parte das cores que queria dar ao meu livro, ficam-se apenas pelo N70, o que não é justo :(.
Ainda por cima, vi um N96 (ou N95, não tenho a certeza), lindo, a sorrir para mim na Fnac...
Todo ele era olhinhos para mim, um visor deslumbrante, um escorregar de teclas super sensual, uma qualidade de cores e imagem fabulosas, enfim, tinha tudo o que um homem pode desejar, e, ali estava como que a pedir... Leva-me, envolve-me nos teus "calos"... E eu, como sempre, nada fiz, deixei-o ficar por lá, triste e desiludido comigo...
Definitivamente, neste ano novo que vai entrar, vou pensar ainda mais em mim, em mim, em mim, depois em mim...
Chamem-me o que quiserem, estou farto de não me agradar, por pensar demasiado em coisas que não vou escrever.
Ah!! É verdade que o natal (com letra pequena) já passou, mas se alguém estiver interessado em desfazer-se de 269€ ou era 299€? Agora fiquei na dúvida.. Não sejam comedidos, eu aceito do coração... E assim, este livro seria muito mais colorido e eu pensaria se não devia escrever natal com letra grande.
Nota: este texto não passa de uma brincadeira, qualquer tentativa de fazer aquilo que nele é pedido, será levado como uma ofensa.
Leão Branco
Quando iniciei esta colheita de pensamentos meus e brancos, a intenção não era colorir, seria sempre para ficar em branco, no entanto, com o passar dos dias, aliado a uma visão mais colorida da vida, resolvi que deixaria que o Branco se fosse acostumando à ideia de ser rodeado por diversas cores, cores essas que podiam ser imagens, músicas ou simplesmente um vazio colorido...
Mas aqui é que entra a parte do "refilono", claro que sabendo como eu sou e o que penso dele, por mais que lhe pedisse, o homem da barba Branca, não me ia trazer nada... É o que dá ser como sou.
Mas precisava tanto dele...
É que o meu N70, está tão cansado e tão farto de andar aos tombos, que resolveu bloquear a toda a hora e não ligar ao pc para passar as fotos...
Posto isto, grande parte das cores que queria dar ao meu livro, ficam-se apenas pelo N70, o que não é justo :(.
Ainda por cima, vi um N96 (ou N95, não tenho a certeza), lindo, a sorrir para mim na Fnac...
Todo ele era olhinhos para mim, um visor deslumbrante, um escorregar de teclas super sensual, uma qualidade de cores e imagem fabulosas, enfim, tinha tudo o que um homem pode desejar, e, ali estava como que a pedir... Leva-me, envolve-me nos teus "calos"... E eu, como sempre, nada fiz, deixei-o ficar por lá, triste e desiludido comigo...
Definitivamente, neste ano novo que vai entrar, vou pensar ainda mais em mim, em mim, em mim, depois em mim...
Chamem-me o que quiserem, estou farto de não me agradar, por pensar demasiado em coisas que não vou escrever.
Ah!! É verdade que o natal (com letra pequena) já passou, mas se alguém estiver interessado em desfazer-se de 269€ ou era 299€? Agora fiquei na dúvida.. Não sejam comedidos, eu aceito do coração... E assim, este livro seria muito mais colorido e eu pensaria se não devia escrever natal com letra grande.
Nota: este texto não passa de uma brincadeira, qualquer tentativa de fazer aquilo que nele é pedido, será levado como uma ofensa.
Leão Branco
I'm back
Finalmente posso escrever de novo...
Não por problemas técnicos nem por falta de tempo, simplesmente pela época "festiva"...
Até que o natal tem o seu encanto, são uma série de dias sem nada fazer, ou melhor, a fazer aquilo que tanto prazer me dá...
Não é que passei estes dias agarradinho ás minhas bolinhas... Brancas claro : ).
Apesar de como já estava á espera, o velho das barbas Brancas achou o caminho muito longo e resolveu não aparecer, até que nem se passou mal a data, afinal, quando existe o sorriso e currupio inebriante de duas crianças, loucas com o rasgar dos embrulhos e com o barulho ensurdecedor dos brinquedos, sempre existe algum motivo para que o natal aconteça.
Mas, não deixa de ser uma data sombria, não consigo desligar-me dos motivos que fizeram dela a pior data do ano para mim... Enfim, é passado e o passado já lá está, bem atrás, que já nem me "alembro" dele.
Olho agora em frente, o que lá vem?
Um novo ano, sem dúvida melhor que este que agora termina, não tenho a menor dúvida, pois se pensasse sequer que seria para pior, nem sequer valeria a pena virar a página no calendário.
Ora, quem vira as páginas do calendário ainda somos nós...
Não temos o dom de naturalmente escolhermos o quanto estaremos cá, mas existe sempre o livre arbítrio de decidirmos se queremos ficar a aguardar esse dia ou não...
Eu por mim prefiro aguardar, afinal não me sinto nenhum ser superior que deva alterar o que quer que seja ao rumo para nós traçado.
Já que falei em rumo, muito haveria para divagar sobre o tema, mas como é meu timbre, o meu rumo limita-se a não ter Norte, rumando a Sul.
Também aproveitei estes dias para calejar um pouco os meus dedos enferrujados da falta de vontade que tinha de abraçar a minha "lindinha", bem dita a hora em que resolvi apostar numa irmã para ela, apesar de Africana, uma prova de que não sou racista, tenho passado bastante tempo agarrado a ela, acredito até que a irmã está com ciúme, mas ela tem de compreender que existe viragens históricas que temos de fazer, assim, perturbações e recordações á parte, já tenho novamente os "calinhos" na cabeça dos dedos da mão esquerda...
Estes dias foram realmente dias para calejar as mãos...
Ora agarrado à minha nova "lindinha" Africana, ora agarrado aos meus "lindinhos" Taylor Made, que tanto prazer me dão, desfrutando o Green, o Blue and the hole's...
Contra o que se possa pensar sobre mãos, não há nada como ter os meus calos todos de volta, sim, eu sou daqueles que tem prazer em ter calos nas mãos, não fugindo ao tema, nem sendo malicioso, ter prazer em ter calos nas mãos, não significa ter calos para ter prazer com as mãos...
Esta não saiu lá muito bem, mas eu não sou pessoa de apagar pensamentos, sou sim pessoa de com os poucos pensamentos que tenho: Pensar logo ficar exausto.
Noto que nada de jeito escrevi, mas como é para mim, tanto me faz...
Sinto que esta pausa me fez bem, pois escrevi muito e nada de jeito, como eu gosto, não deixa de ser um Livro Branco de ideias e vazio de pensamentos.
P.s.: peço desculpa mas ainda não consigo escrever natal com letra maiúscula.
Leão Branco
Não por problemas técnicos nem por falta de tempo, simplesmente pela época "festiva"...
Até que o natal tem o seu encanto, são uma série de dias sem nada fazer, ou melhor, a fazer aquilo que tanto prazer me dá...
Não é que passei estes dias agarradinho ás minhas bolinhas... Brancas claro : ).
Apesar de como já estava á espera, o velho das barbas Brancas achou o caminho muito longo e resolveu não aparecer, até que nem se passou mal a data, afinal, quando existe o sorriso e currupio inebriante de duas crianças, loucas com o rasgar dos embrulhos e com o barulho ensurdecedor dos brinquedos, sempre existe algum motivo para que o natal aconteça.
Mas, não deixa de ser uma data sombria, não consigo desligar-me dos motivos que fizeram dela a pior data do ano para mim... Enfim, é passado e o passado já lá está, bem atrás, que já nem me "alembro" dele.
Olho agora em frente, o que lá vem?
Um novo ano, sem dúvida melhor que este que agora termina, não tenho a menor dúvida, pois se pensasse sequer que seria para pior, nem sequer valeria a pena virar a página no calendário.
Ora, quem vira as páginas do calendário ainda somos nós...
Não temos o dom de naturalmente escolhermos o quanto estaremos cá, mas existe sempre o livre arbítrio de decidirmos se queremos ficar a aguardar esse dia ou não...
Eu por mim prefiro aguardar, afinal não me sinto nenhum ser superior que deva alterar o que quer que seja ao rumo para nós traçado.
Já que falei em rumo, muito haveria para divagar sobre o tema, mas como é meu timbre, o meu rumo limita-se a não ter Norte, rumando a Sul.
Também aproveitei estes dias para calejar um pouco os meus dedos enferrujados da falta de vontade que tinha de abraçar a minha "lindinha", bem dita a hora em que resolvi apostar numa irmã para ela, apesar de Africana, uma prova de que não sou racista, tenho passado bastante tempo agarrado a ela, acredito até que a irmã está com ciúme, mas ela tem de compreender que existe viragens históricas que temos de fazer, assim, perturbações e recordações á parte, já tenho novamente os "calinhos" na cabeça dos dedos da mão esquerda...
Estes dias foram realmente dias para calejar as mãos...
Ora agarrado à minha nova "lindinha" Africana, ora agarrado aos meus "lindinhos" Taylor Made, que tanto prazer me dão, desfrutando o Green, o Blue and the hole's...
Contra o que se possa pensar sobre mãos, não há nada como ter os meus calos todos de volta, sim, eu sou daqueles que tem prazer em ter calos nas mãos, não fugindo ao tema, nem sendo malicioso, ter prazer em ter calos nas mãos, não significa ter calos para ter prazer com as mãos...
Esta não saiu lá muito bem, mas eu não sou pessoa de apagar pensamentos, sou sim pessoa de com os poucos pensamentos que tenho: Pensar logo ficar exausto.
Noto que nada de jeito escrevi, mas como é para mim, tanto me faz...
Sinto que esta pausa me fez bem, pois escrevi muito e nada de jeito, como eu gosto, não deixa de ser um Livro Branco de ideias e vazio de pensamentos.
P.s.: peço desculpa mas ainda não consigo escrever natal com letra maiúscula.
Leão Branco
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Carta ao Pai natal
Pai natal
Hoje quero ter uma conversa contigo de homem para homem.
Para começar quero já saber onde tens andado nos últimos anos?
Será que as tuas renas não se dão bem com o calor do meu cantinho maravilhoso da Terra?
Será que elas não aguentam a viagem até ao ponto mais Ocidental da Europa?
Afinal, tu existes ou não?
Estou farto de me questionar sobre tudo isto e as respostas continuam em Branco...
PORRA...
Custa-te assim tanto viajar até Sul?
Será que para ti só existe Norte?
É que se não sabes eu digo-te: O meu Norte é a Sul, portanto, se fazes favor, dá cordinha aos sapatinhos ou ás renas, como queiras, e vem encher a minha pseudo meia, na minha inexistente chaminé, ao lado da minha árvore de natal de sonho.
Também não sou exigente, a única coisa que te queria pedir, se é que estás virado para me ouvir, era uma simples coisinha...
SAÚDE.
Também já sei que me vais dizer que não és médico ou coisas do género... Por isso imagino que nada me possas dar este natal.
Olha Pai natal, esquece tudo o que para aqui escrevi, porque afinal não existe Pai natal e para mim nem natal existe.
Fica bem no teu gélido Norte, que eu prefiro o meu quentinho Sul, mesmo sem Pai natal, renas ou presentes.
Leão Branco
Hoje quero ter uma conversa contigo de homem para homem.
Para começar quero já saber onde tens andado nos últimos anos?
Será que as tuas renas não se dão bem com o calor do meu cantinho maravilhoso da Terra?
Será que elas não aguentam a viagem até ao ponto mais Ocidental da Europa?
Afinal, tu existes ou não?
Estou farto de me questionar sobre tudo isto e as respostas continuam em Branco...
PORRA...
Custa-te assim tanto viajar até Sul?
Será que para ti só existe Norte?
É que se não sabes eu digo-te: O meu Norte é a Sul, portanto, se fazes favor, dá cordinha aos sapatinhos ou ás renas, como queiras, e vem encher a minha pseudo meia, na minha inexistente chaminé, ao lado da minha árvore de natal de sonho.
Também não sou exigente, a única coisa que te queria pedir, se é que estás virado para me ouvir, era uma simples coisinha...
SAÚDE.
Também já sei que me vais dizer que não és médico ou coisas do género... Por isso imagino que nada me possas dar este natal.
Olha Pai natal, esquece tudo o que para aqui escrevi, porque afinal não existe Pai natal e para mim nem natal existe.
Fica bem no teu gélido Norte, que eu prefiro o meu quentinho Sul, mesmo sem Pai natal, renas ou presentes.
Leão Branco
natal
Esta noite vou construir uma árvore de natal, enorme no meu sonho...
Não é data que recorde com grande alegria, nem dia que me faça esperar por ele...
Não preciso nem quero lembrar as razões que me fazem assim pensar, mas a verdade é que o Natal é para as crianças, e, apesar de tentar sentir-me criança, já passaram algumas décadas desde a minha infância...
Mas este ano, um ano diferente, vou pelo menos sonhar que tenho uma árvore de natal enorme, com aquelas coisas todas dignas de um verdadeiro natal, presentes, sapatinhos e ... uma meia enorme, daquelas que só se vê nos filmes alusivos a esta data...E o que é que quero eu neste natal?
Não sei... Mas vou sonhar, sonhar que talvez um dia ainda vou gostar do natal ...
Quem sabe se será este?
E na meia enorme, que estará pendurada na lareira que eu não tenho, vou sonhar que estão lá dentro um monte de desejos realizados e uma mão cheia de alegrias...
Vou Acreditar que da próxima vez que escreva a palavra "natal" o consiga fazer com letra ("N") grande.
Como eu gostaria de voltar a gostar do natal...
Será que ainda vou a tempo de voltar a acreditar no Pai natal?
Pelo menos uma certeza tenho...
Acredito e Sonho!
Que passe mais este natal.
Que no mínimo seja um natal Branco!
Leão Branco
Não é data que recorde com grande alegria, nem dia que me faça esperar por ele...
Não preciso nem quero lembrar as razões que me fazem assim pensar, mas a verdade é que o Natal é para as crianças, e, apesar de tentar sentir-me criança, já passaram algumas décadas desde a minha infância...
Mas este ano, um ano diferente, vou pelo menos sonhar que tenho uma árvore de natal enorme, com aquelas coisas todas dignas de um verdadeiro natal, presentes, sapatinhos e ... uma meia enorme, daquelas que só se vê nos filmes alusivos a esta data...E o que é que quero eu neste natal?
Não sei... Mas vou sonhar, sonhar que talvez um dia ainda vou gostar do natal ...
Quem sabe se será este?
E na meia enorme, que estará pendurada na lareira que eu não tenho, vou sonhar que estão lá dentro um monte de desejos realizados e uma mão cheia de alegrias...
Vou Acreditar que da próxima vez que escreva a palavra "natal" o consiga fazer com letra ("N") grande.
Como eu gostaria de voltar a gostar do natal...
Será que ainda vou a tempo de voltar a acreditar no Pai natal?
Pelo menos uma certeza tenho...
Acredito e Sonho!
Que passe mais este natal.
Que no mínimo seja um natal Branco!
Leão Branco
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Pássaro Livre
Longe de Ti
Tão perto de Mim
Longe de um Sonho
Que um dia Vivi...
Longe do Céu
Tão perto da Terra
Longe da Lua
E de quem serei Eu...
PORQUE EU SOUUUUUU
UM PÁSSARO LIVRE ...
Longe da Estrela
Que me fez Viver
Longe da Estrada
Que tento Percorrer...
Longe de Tudo
Tão perto de Nada
Longe do Dia
E da Madrugada...
PORQUE EU SOUUUUUU
UM PÁSSARO LIVRE ...
Com a minha Guitarra
E o tempo a Passar
Passa mais um dia
Vem a Madrugada...
Espero por Ti
Nas horas do Dia
Fico sem Abrigo
Pela noite Fria...
Nas horas do Dia
Fico sem Abrigo
Pela noite Fria...
PORQUE EU SOUUUUUU
UM PÁSSARO LIVRE ...
MAS EU SOUUUUU
UM PÁSSARO LIVRE
PORQUE EU SOUUUUUU
UM PÁSSARO LIVRE!!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Sou um Pássaro (criança) Livre
Hoje senti-me como uma criança...
Um verdadeiro Pássaro Livre :)
E como é maravilhoso ter essa sensação :)
Depois de longas horas de .... (deixo em Branco, nem vale a pena escrever)...
Perdi-me no meio de instrumentos musicais, deixei-me soltar e voei entre eles, experimentando quase todos, uma nota aqui duas ali...
Perdi-me completamente e só me encontrei, quando na caixa estava um sintetizador, mais uma lindinha, esta agora preta e com um brilho também muito próprio e a vontade de voltar para preencher o meu imaginário de outras sonoridades e outros ritmos... Sim... Hoje quase comprei também uma Bateria, será que vou resistir ao seu encanto?
Afinal está a chegar o Natal e não fugindo ao padrão normal, também sou consumista.
Hoje senti-me como uma criança...
Um verdadeiro Pássaro Livre :)
Leão Branco
Um verdadeiro Pássaro Livre :)
E como é maravilhoso ter essa sensação :)
Depois de longas horas de .... (deixo em Branco, nem vale a pena escrever)...
Perdi-me no meio de instrumentos musicais, deixei-me soltar e voei entre eles, experimentando quase todos, uma nota aqui duas ali...
Perdi-me completamente e só me encontrei, quando na caixa estava um sintetizador, mais uma lindinha, esta agora preta e com um brilho também muito próprio e a vontade de voltar para preencher o meu imaginário de outras sonoridades e outros ritmos... Sim... Hoje quase comprei também uma Bateria, será que vou resistir ao seu encanto?
Afinal está a chegar o Natal e não fugindo ao padrão normal, também sou consumista.
Hoje senti-me como uma criança...
Um verdadeiro Pássaro Livre :)
Leão Branco
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
(...)
Por incrível que pareça, nesta nova viagem resolvi estar atento, atento não só aos carros estacionados na berma da autoestrada, pois as velocidades por vezes não são dignas de um cidadão exemplar, assim como, resolvi estar bem atento aos locais por onde fui passando...
Não acredito, sinceramente não acredito...
Como é que é possível, que numa das viagens que fiz no início destas minhas incursões a norte e na escrita, vi a tal localidade, aquela que muitos desejam ver e não conseguem, outros vêem mas não ligam á sua existência...
Vi a tal localidade talvez num momento de luz e brilho, quem sabe?
Como é possível, que quanto mais atento sigo pela mesma estrada, não consigo voltar a encontrar o tal desvio para essa localidade...
Não consigo perceber...
Será que retiraram a placa?
Será que simplesmente deixou de existir a localidade, flagelada pelo êxodo dos seus habitantes por não acreditarem na sua sobrevivência?
Será que sou eu que não consigo vê-la?
Penso nisso e ocorrem-me leituras simplesmente catastróficas em relação a esta minha falta de visão.
Acreditei quando a vi pela primeira vez, que talvez fosse como um aviso, um sinal qualquer...
Hoje, acredito que não estava minimamente preparado para visitar tal local.
Não sei, não sei mesmo que pensar...
Nunca mais consegui ver tal localidade...
E sinceramente tenho estado atento e já fiz essa estrada umas quantas vezes, tanto para norte como no regresso a sul.
Continua assim, o meu caminho em Branco...
Branco dessa localidade, esse recanto neste nosso mundo de emoções... Nunca mais vi Amor.
Leão Branco
Não acredito, sinceramente não acredito...
Como é que é possível, que numa das viagens que fiz no início destas minhas incursões a norte e na escrita, vi a tal localidade, aquela que muitos desejam ver e não conseguem, outros vêem mas não ligam á sua existência...
Vi a tal localidade talvez num momento de luz e brilho, quem sabe?
Como é possível, que quanto mais atento sigo pela mesma estrada, não consigo voltar a encontrar o tal desvio para essa localidade...
Não consigo perceber...
Será que retiraram a placa?
Será que simplesmente deixou de existir a localidade, flagelada pelo êxodo dos seus habitantes por não acreditarem na sua sobrevivência?
Será que sou eu que não consigo vê-la?
Penso nisso e ocorrem-me leituras simplesmente catastróficas em relação a esta minha falta de visão.
Acreditei quando a vi pela primeira vez, que talvez fosse como um aviso, um sinal qualquer...
Hoje, acredito que não estava minimamente preparado para visitar tal local.
Não sei, não sei mesmo que pensar...
Nunca mais consegui ver tal localidade...
E sinceramente tenho estado atento e já fiz essa estrada umas quantas vezes, tanto para norte como no regresso a sul.
Continua assim, o meu caminho em Branco...
Branco dessa localidade, esse recanto neste nosso mundo de emoções... Nunca mais vi Amor.
Leão Branco
Respeito
Mais uma viagem, mais uma viagem a norte, sem norte...
Uma viagem Branca, livre de afectos e sentimentalismos banais, uma simples viagem de trabalho, com muito trabalho e pouco respeito...
Peço isso, simplesmente peço isso... Um pouco de respeito.
Será que é pedir muito, será que é pedir demais... Será exagero da minha parte, eu que sempre fui uma pessoa dedicada, presente e mais que presente, eu que faço milhares de quilómetros em busca de nada, só para dar algo aqueles que quanto mais lhes dão, mais querem ter, sem agradecer...
E eu que simplesmente peço respeito, nem isso me dão.
Questiono-me: Será que mereço? É uma exigência assim tão estúpida da minha parte? Respeito, que respeitem o meu ser, que respeitem o meu esforço e o meu trabalho?
Julgava eu que seria algo normal, mas, não, não existe o mínimo de respeito hoje em dia por quem quer que seja...
É lógico que eu, sou um quem quer que seja.
Enfim, temos de viver, conviver e sobreviver com a ausência das coisas mais simples de dar e que nos fazem por vezes muito mais falta que qualquer bem material.
Só peço, simplesmente peço: RESPEITO.
Branco... Mais um dia em Branco.
Leão Branco
Uma viagem Branca, livre de afectos e sentimentalismos banais, uma simples viagem de trabalho, com muito trabalho e pouco respeito...
Peço isso, simplesmente peço isso... Um pouco de respeito.
Será que é pedir muito, será que é pedir demais... Será exagero da minha parte, eu que sempre fui uma pessoa dedicada, presente e mais que presente, eu que faço milhares de quilómetros em busca de nada, só para dar algo aqueles que quanto mais lhes dão, mais querem ter, sem agradecer...
E eu que simplesmente peço respeito, nem isso me dão.
Questiono-me: Será que mereço? É uma exigência assim tão estúpida da minha parte? Respeito, que respeitem o meu ser, que respeitem o meu esforço e o meu trabalho?
Julgava eu que seria algo normal, mas, não, não existe o mínimo de respeito hoje em dia por quem quer que seja...
É lógico que eu, sou um quem quer que seja.
Enfim, temos de viver, conviver e sobreviver com a ausência das coisas mais simples de dar e que nos fazem por vezes muito mais falta que qualquer bem material.
Só peço, simplesmente peço: RESPEITO.
Branco... Mais um dia em Branco.
Leão Branco
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Esqueci-me
Ando há já alguns dias para escrever algo, no entanto vou-me esquecendo...
Da mesma forma que me esqueço de tomar as ampolas para a memória.
Na verdade o que eu queria escrever é que sou muito esquecido, é verdade, eu sou mesmo muito esquecido e distraído.
Esquecido de tal forma, que já me esqueci o que tinha para escrever hoje...
Afinal, como o livro é Branco... Pode ser escrita Branca hoje!
Bem, pode ser que amanhã me lembre...
Leão Branco
Da mesma forma que me esqueço de tomar as ampolas para a memória.
Na verdade o que eu queria escrever é que sou muito esquecido, é verdade, eu sou mesmo muito esquecido e distraído.
Esquecido de tal forma, que já me esqueci o que tinha para escrever hoje...
Afinal, como o livro é Branco... Pode ser escrita Branca hoje!
Bem, pode ser que amanhã me lembre...
Leão Branco
sábado, 6 de dezembro de 2008
Desabafo
Os dias estão curtos, as noites são imensas, noites frias e perturbantes...
Trocam-se afectos por um copo meio cheio de uma bebida qualquer, trocam-se voos livres de Verão, libertos de amarras pelo quente das salas fechadas, mergulhados em fumo e odores que se confundem no ar, entre um copo e uma conversa de circunstância...
Estas noites não me sinto só, sinto-me simplesmente vazio, Branco...
Com o barulho ensurdecedor de trocas de palavras e música desordenada, não consigo ouvir sequer a voz meiga e doce da menina da máquina de tabaco...
Bebo mais um copo, outro e sempre na esperança que seja o último e de queimar um último cigarro, vou ficando, as conversas tornam-se cada vez mais distantes, também quem consegue ter uma conversa mais próxima depois de um bom par de copos com alguém, digo próxima no que respeita à proximidade dos corpos, pois, como é possível suportar o odor de vodka e gin a um palmo de distância...
Não sou masoquista, muito menos sádico ao ponto de presentear os mais próximos com tais odores...
Talvez seja esquisito, também ninguém é perfeito, se bem que depois de quatro ou cinco Beirões, mais dois ou três shot's, quem pode ser esquisito, afinal, aquela jovem que no início da noite tinha uns quilinhos a mais, um ar distante e um sorriso desordenado, no meio desta onda de álcool começa a ter o seu encanto, como se costuma dizer, a partir das 3 da manhã todas as mulheres começam a ser interessantes...
Será que as mulheres pensam o mesmo dos homens, na na, não acredito, afinal comigo acontece exactamente o contrário, a partir de certa hora sinto que se afastam...
Uma das causas já identifiquei, na verdade com o passar das horas, o tom de voz começa a subir e é normal que se afastem no sentido de proteger o seu aparelho auditivo, mas, não acredito que seja apenas isso, eu que sempre disse e continuo a dizer que não necessito de álcool ou drogas para me sentir bem e animado, sinto-me rejeitado pelo passar das horas...
Será que o álcool ou a noite tem algum efeito em mim, de tal forma que me transfigure e me torna, ao contrário das mulheres, com o passar das horas, menos interessante?
Não sei...um destes dias farei um inquérito num bar qualquer, tentarei retirar daí algumas conclusões...
Moral da escrita estranha que hoje por aqui deixo:
Quanto mais a noite "entra" nas mulheres mais interessantes ficam...
Quanto mais interessantes as mulheres são... Menos me ligam!
Assim sendo, vou deixar de sair pelas noites frias de Inverno, talvez de dia me torne mais interessante, os dias fazem de mim um homem mais Branco.
Leão Branco
Trocam-se afectos por um copo meio cheio de uma bebida qualquer, trocam-se voos livres de Verão, libertos de amarras pelo quente das salas fechadas, mergulhados em fumo e odores que se confundem no ar, entre um copo e uma conversa de circunstância...
Estas noites não me sinto só, sinto-me simplesmente vazio, Branco...
Com o barulho ensurdecedor de trocas de palavras e música desordenada, não consigo ouvir sequer a voz meiga e doce da menina da máquina de tabaco...
Bebo mais um copo, outro e sempre na esperança que seja o último e de queimar um último cigarro, vou ficando, as conversas tornam-se cada vez mais distantes, também quem consegue ter uma conversa mais próxima depois de um bom par de copos com alguém, digo próxima no que respeita à proximidade dos corpos, pois, como é possível suportar o odor de vodka e gin a um palmo de distância...
Não sou masoquista, muito menos sádico ao ponto de presentear os mais próximos com tais odores...
Talvez seja esquisito, também ninguém é perfeito, se bem que depois de quatro ou cinco Beirões, mais dois ou três shot's, quem pode ser esquisito, afinal, aquela jovem que no início da noite tinha uns quilinhos a mais, um ar distante e um sorriso desordenado, no meio desta onda de álcool começa a ter o seu encanto, como se costuma dizer, a partir das 3 da manhã todas as mulheres começam a ser interessantes...
Será que as mulheres pensam o mesmo dos homens, na na, não acredito, afinal comigo acontece exactamente o contrário, a partir de certa hora sinto que se afastam...
Uma das causas já identifiquei, na verdade com o passar das horas, o tom de voz começa a subir e é normal que se afastem no sentido de proteger o seu aparelho auditivo, mas, não acredito que seja apenas isso, eu que sempre disse e continuo a dizer que não necessito de álcool ou drogas para me sentir bem e animado, sinto-me rejeitado pelo passar das horas...
Será que o álcool ou a noite tem algum efeito em mim, de tal forma que me transfigure e me torna, ao contrário das mulheres, com o passar das horas, menos interessante?
Não sei...um destes dias farei um inquérito num bar qualquer, tentarei retirar daí algumas conclusões...
Moral da escrita estranha que hoje por aqui deixo:
Quanto mais a noite "entra" nas mulheres mais interessantes ficam...
Quanto mais interessantes as mulheres são... Menos me ligam!
Assim sendo, vou deixar de sair pelas noites frias de Inverno, talvez de dia me torne mais interessante, os dias fazem de mim um homem mais Branco.
Leão Branco
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Estrela do Mar
Recordo aquele dia, alegre como tantos outros, louco de esperança e fantasia, tu vinhas até mim vinda do mar, de um mar diferente, um mar mais quente...
E trazias para mim juntamento com o teu perfume e um beijo...
Só para mim ...

Leão Branco
E trazias para mim juntamento com o teu perfume e um beijo...
Só para mim ...

Leão Branco
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Parabéns
Hoje 4 de Dezembro, marca um dia em que alguém muito acima da média e especial deu o seu primeiro grito de liberdade...
E eu, o tal egocêntrico que sou, liberto-me um pouco dessa minha loucura e ao contrário do previsto, não me limito a escrever apenas para mim, afinal tudo o que tenho feito aqui no meu livro tem sido para alguém... Apesar de esse alguém continuar a ser eu.
Mas, hoje tenho de escrever e repito, para alguém muito acima da média...
Hoje não coloco aqui velas, nem música, porque como já disse noutro local, as velas queima-se e a música está sempre presente...
Hoje coloco apenas uma prenda... Afinal, única prenda que hoje posso dar.
Então aqui vai:
E eu, o tal egocêntrico que sou, liberto-me um pouco dessa minha loucura e ao contrário do previsto, não me limito a escrever apenas para mim, afinal tudo o que tenho feito aqui no meu livro tem sido para alguém... Apesar de esse alguém continuar a ser eu.
Mas, hoje tenho de escrever e repito, para alguém muito acima da média...
Hoje não coloco aqui velas, nem música, porque como já disse noutro local, as velas queima-se e a música está sempre presente...
Hoje coloco apenas uma prenda... Afinal, única prenda que hoje posso dar.
Então aqui vai:
Beijo
Leão Branco
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Vou dormir
Está frio, escrevo deitado enquanto o sono não toma conta de mim...
Estou cansado, um cansaço diferente...
Cansado de gente...
Cansado de gente sem substância, sem afectos, gente em branco, mas branca mesmo de vazio...
Hoje sinto a falta de algo, como em tantas outras noites, mas hoje de uma forma diferente...
Quanto não vale um colinho acolhedor e amigo?
O que não vale um ombro terno e meigo?
Sim, hoje sinto a falta de tudo isso.... E sinto a falta de muito mais...
É sim, é difícil assumir, na realidade se o assumo é para mim mesmo, não o escrevo e especialmente hoje, para que alguém o leia, escrevo porque me sinto só e com vontade de desabafar... Com quem? Comigo...Claro!!
Afinal já estou acostumado, algo que aprendi com o meu crescimento progressivo nestes últimos anos, quem quer os problemas dos outros? Quem quer? Na verdade a resposta é crua e Branca... Ninguém!
Por muito que digam, por muito que tentem acompanhar, ninguém e repito, ninguém quer os problemas dos outros...
Não é maravilhoso ter amigos divertidos, amigos que preencham nossas noites de riso e boa disposição, amigos que tornem os nossos dias mais preenchidos e coloridos...
Agora amigos cinzentos, mal humorados, aborrecidos, esses, digam o que disserem... Ninguém quer.
E já desabafei comigo.
P.s.
Onde está agora a menina da portagem?
Onde está agora a voz sensual da menina do GPS?
Onde está agora a menina da máquina de tabaco?
E onde está aquela que me alimentou na máquina das sandes....Gélidas...?
Onde estão todas elas?
A resposta está no vazio... No meu Branco!!
Vou dormir.
Talvez sonhar com uma máquina de tabaco no quarto... Grande ideia!
Leão Branco
Estou cansado, um cansaço diferente...
Cansado de gente...
Cansado de gente sem substância, sem afectos, gente em branco, mas branca mesmo de vazio...
Hoje sinto a falta de algo, como em tantas outras noites, mas hoje de uma forma diferente...
Quanto não vale um colinho acolhedor e amigo?
O que não vale um ombro terno e meigo?
Sim, hoje sinto a falta de tudo isso.... E sinto a falta de muito mais...
É sim, é difícil assumir, na realidade se o assumo é para mim mesmo, não o escrevo e especialmente hoje, para que alguém o leia, escrevo porque me sinto só e com vontade de desabafar... Com quem? Comigo...Claro!!
Afinal já estou acostumado, algo que aprendi com o meu crescimento progressivo nestes últimos anos, quem quer os problemas dos outros? Quem quer? Na verdade a resposta é crua e Branca... Ninguém!
Por muito que digam, por muito que tentem acompanhar, ninguém e repito, ninguém quer os problemas dos outros...
Não é maravilhoso ter amigos divertidos, amigos que preencham nossas noites de riso e boa disposição, amigos que tornem os nossos dias mais preenchidos e coloridos...
Agora amigos cinzentos, mal humorados, aborrecidos, esses, digam o que disserem... Ninguém quer.
E já desabafei comigo.
P.s.
Onde está agora a menina da portagem?
Onde está agora a voz sensual da menina do GPS?
Onde está agora a menina da máquina de tabaco?
E onde está aquela que me alimentou na máquina das sandes....Gélidas...?
Onde estão todas elas?
A resposta está no vazio... No meu Branco!!
Vou dormir.
Talvez sonhar com uma máquina de tabaco no quarto... Grande ideia!
Leão Branco
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Na realidade existem dias piores que outros, para não dizer outros ainda muito piores que os piores que outros...
Não me basta passar horas a fio fechado em salas apinhadas de técnicos sabe-se lá de quê, a darem palpites sobre não sei que mais dias inteiros, ainda ter de passar fins de tarde e noites enfiado noutras salas vazias de tantas coisas e tão preenchidas de especialistas em ... Ninguém sabe ao certo, a esbanjarem horas de inconclusivas certezas e muito mais incertezas...
Assim vai o nosso produto interno bruto, vulgo PIB... Vazio como essas tantas salas e ideias.
Como é difícil fazer ver algo a quem não quer ver...
Como é difícil combater o ruído com o silêncio sábio de quem se limita a ouvir barbaridades como que delas saíssem não só as soluções para os pequenos problemas imediatos, mas, reforçadas com as ideias empolgadas de como que se estivessem a resolver os grandes problemas do mundo.
Como é impressionante ver os tais técnicos especialistas de tudo ou nada, resolver nada apregoando a tudo...
Como é fantástico sentir que daqueles cérebros iluminados pode a qualquer momento surgir a solução para a fome em África, a resolução dos problemas no Iraque, a união de ideias na Palestina e tantos outros mais...
Para não fugir a esta regra que para mim criei e que na realidade constato como um Dogma absoluto... Tudo o que me rodeia é Branco... Branco de vazio... Resta-me o meu Branco ir-se colorindo a ele próprio, mesmo com a minha escassez de ideias, mas com a força do meu imaginário...
É que com a força de tudo isto ou o isto que me dá força, vou descobrindo novas formas de afectos, sendo que a última grande descoberta destes meus dias Brancos, mais uma vez me leva ao meu imaginário de mulher perfeita...
Não fossem estas horas infindáveis nas ditas salas, em que me sobram alguns minutos para percorrer vários corredores e descobrir uma voz feminina, quase que maternal, mas sensual e meiga, sempre preocupada com a minha saúde, exigindo apenas as moedas necessárias para introduzir na ranhura e quase que me murmurando "Tórridamente" ao ouvido: "retire o seu troco"... E eu, contente por mais esta descoberta de afectos, lá vou pelo corredor agarrado a uma sandes de atum, gélida e sem sabor, enganando a necessidade de alimentos saudáveis e procurando uma fuga qualquer para o exterior, para dar um pouco de lume ao meu dia, queimando as ideias na ponta de um cigarro, ou o pouco que resta da minha sanidade mental.
Por tudo isto reforço, felizmente que existe sempre uma voz de mulher, meiga e sensual a preencher os poucos momentos relaxados de meus dias Brancos.
Leão Branco
Não me basta passar horas a fio fechado em salas apinhadas de técnicos sabe-se lá de quê, a darem palpites sobre não sei que mais dias inteiros, ainda ter de passar fins de tarde e noites enfiado noutras salas vazias de tantas coisas e tão preenchidas de especialistas em ... Ninguém sabe ao certo, a esbanjarem horas de inconclusivas certezas e muito mais incertezas...
Assim vai o nosso produto interno bruto, vulgo PIB... Vazio como essas tantas salas e ideias.
Como é difícil fazer ver algo a quem não quer ver...
Como é difícil combater o ruído com o silêncio sábio de quem se limita a ouvir barbaridades como que delas saíssem não só as soluções para os pequenos problemas imediatos, mas, reforçadas com as ideias empolgadas de como que se estivessem a resolver os grandes problemas do mundo.
Como é impressionante ver os tais técnicos especialistas de tudo ou nada, resolver nada apregoando a tudo...
Como é fantástico sentir que daqueles cérebros iluminados pode a qualquer momento surgir a solução para a fome em África, a resolução dos problemas no Iraque, a união de ideias na Palestina e tantos outros mais...
Para não fugir a esta regra que para mim criei e que na realidade constato como um Dogma absoluto... Tudo o que me rodeia é Branco... Branco de vazio... Resta-me o meu Branco ir-se colorindo a ele próprio, mesmo com a minha escassez de ideias, mas com a força do meu imaginário...
É que com a força de tudo isto ou o isto que me dá força, vou descobrindo novas formas de afectos, sendo que a última grande descoberta destes meus dias Brancos, mais uma vez me leva ao meu imaginário de mulher perfeita...
Não fossem estas horas infindáveis nas ditas salas, em que me sobram alguns minutos para percorrer vários corredores e descobrir uma voz feminina, quase que maternal, mas sensual e meiga, sempre preocupada com a minha saúde, exigindo apenas as moedas necessárias para introduzir na ranhura e quase que me murmurando "Tórridamente" ao ouvido: "retire o seu troco"... E eu, contente por mais esta descoberta de afectos, lá vou pelo corredor agarrado a uma sandes de atum, gélida e sem sabor, enganando a necessidade de alimentos saudáveis e procurando uma fuga qualquer para o exterior, para dar um pouco de lume ao meu dia, queimando as ideias na ponta de um cigarro, ou o pouco que resta da minha sanidade mental.
Por tudo isto reforço, felizmente que existe sempre uma voz de mulher, meiga e sensual a preencher os poucos momentos relaxados de meus dias Brancos.
Leão Branco
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Lei do Tabaco
Apesar da lei do tabaco indiciar uma diminuição na quantidade de cigarros diários de cada fumador, eu estou a pensar muito seriamente fumar mais, não porque sinta a necessidade física ou psicológica no momento, nada disso, apenas porque encontrei mais uma mulher fantástica nesta minha vida...
A menina das máquinas de tabaco...
Lá está, mais uma mulher que não me causa problemas, não me arranja chatices, já me imagino a fumar 4 a 5 maços de tabaco por dia, claro que comprados um a um e sempre em máquinas, com uma voz sensual e doce a murmurar-me ao ouvido: "o seu tabaco por favor"..."o seu troco"...
Por favor, peço por favor... Não inventem algo idêntico á via verde, que substitua as meninas da maquina de tabaco...
Por favor, deixem-me viver este imaginário da mulher perfeita por detrás de uma máquina de tabaco...
Deixem-me voltar a sonhar!
Deixem-me voar neste meu voo estonteante e louco acendendo o futuro a cada cigarro, com "meninas" para colorir o meu imaginário em Branco!
Obrigado Tabaqueira.
Leão Branco
A menina das máquinas de tabaco...
Lá está, mais uma mulher que não me causa problemas, não me arranja chatices, já me imagino a fumar 4 a 5 maços de tabaco por dia, claro que comprados um a um e sempre em máquinas, com uma voz sensual e doce a murmurar-me ao ouvido: "o seu tabaco por favor"..."o seu troco"...
Por favor, peço por favor... Não inventem algo idêntico á via verde, que substitua as meninas da maquina de tabaco...
Por favor, deixem-me viver este imaginário da mulher perfeita por detrás de uma máquina de tabaco...
Deixem-me voltar a sonhar!
Deixem-me voar neste meu voo estonteante e louco acendendo o futuro a cada cigarro, com "meninas" para colorir o meu imaginário em Branco!
Obrigado Tabaqueira.
Leão Branco
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Via verde
Hoje não me apetece escrever...
Bem, hoje na realidade não me apeteceu fazer nada!
Que dias... Tristes sombrios e sós...
Hoje percebi que não há nada como os dias de semana, em que por obrigatoriedade e alguma satisfação tenho o prazer de percorrer alguns quilómetros por essas autoestradas, que tanto prazer me davam e agora perderam o seu encanto... Na verdade eu era um fã incondicional das autoestradas, mais propriamente das portagens, não havia nada melhor para mim que preencher o meu imaginário de homem, olhando as meninas da portagem, na sua posição altiva e dominadora... Como eu era fã das portagens e suas meninas, tão simpáticas que eram sempre e todas muito semelhantes, não só pela farda, mas também pelo seu discurso fluente: "bom dia, boa tarde, o seu talão, o seu troco e boa viagem"... Como era fantástico ter a companhia de mulheres simpáticas por breves instantes e com um discurso coerente. Mulheres que passavam pela minha vida por breves segundos e nunca mas nunca me criticaram ou pediram algo em troca, pelos breves segundos de prazer que me davam...
E por tudo isto e muito mais, hoje não me apetece escrever, raios partam a via verde que terminou com os poucos momentos bons que consegui passar com mulheres simpáticas nos últimos anos... Raios Partam a via verde que apesar de ter cor, torna gélida e branca a passagem pelas portagens, graças a ela hoje sinto-me um lobo solitário das autoestradas!!
Leão Branco
Bem, hoje na realidade não me apeteceu fazer nada!
Que dias... Tristes sombrios e sós...
Hoje percebi que não há nada como os dias de semana, em que por obrigatoriedade e alguma satisfação tenho o prazer de percorrer alguns quilómetros por essas autoestradas, que tanto prazer me davam e agora perderam o seu encanto... Na verdade eu era um fã incondicional das autoestradas, mais propriamente das portagens, não havia nada melhor para mim que preencher o meu imaginário de homem, olhando as meninas da portagem, na sua posição altiva e dominadora... Como eu era fã das portagens e suas meninas, tão simpáticas que eram sempre e todas muito semelhantes, não só pela farda, mas também pelo seu discurso fluente: "bom dia, boa tarde, o seu talão, o seu troco e boa viagem"... Como era fantástico ter a companhia de mulheres simpáticas por breves instantes e com um discurso coerente. Mulheres que passavam pela minha vida por breves segundos e nunca mas nunca me criticaram ou pediram algo em troca, pelos breves segundos de prazer que me davam...
E por tudo isto e muito mais, hoje não me apetece escrever, raios partam a via verde que terminou com os poucos momentos bons que consegui passar com mulheres simpáticas nos últimos anos... Raios Partam a via verde que apesar de ter cor, torna gélida e branca a passagem pelas portagens, graças a ela hoje sinto-me um lobo solitário das autoestradas!!
Leão Branco
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